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Cuidados com a tecnologia

04/08/2014 - Por Yara Lampert
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O excesso de material carregado nas mochilas e o mobiliário escolar já foram e continuam sendo apontados como causadores de má postura nas crianças e adolescentes. Agora, entra na lista de complicadores posturais o uso excessivo de smartphones, tablets, computadores e video-games.

O lazer que anteriormente era condicionado às atividades físicas, hoje, na maioria dos casos, é direcionado a uma mesa de computador ou a um jogo de vídeo-game. Essa prática pode trazer sérios problemas na coluna. Passar horas em frente à televisão não é recomendado.
Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP revelou que 100% dos 883 adolescentes entrevistados apresentavam postura inadequada diante do micro. As posições eram as mais incorretas possíveis: teclado sobre o colo, corpo pendendo para um lado ou pés balançando.
O tempo excessivo usando tecnologia somada à postura incorreta diante das telas tem gerado dores nas costas cada vez mais cedo, o que também compromete o desenvolvimento cognitivo das crianças e adolescentes. 

O uso excessivo de computadores é prejudicial para os jovens
 O uso excessivo de computadores é prejudicial em várias áreas do desenvolvimento infantil. A falta de ergonomia, ou seja, a falta de uma posição adequada durante o uso do computador pode causar dores nas costas, dores no pescoço, problemas articulares e inclusive lesão por esforço repetitivo (LER).
"É importante que os pais supervisionem o uso dessas ferramentas tecnológicas. Além do prejuízo físico, pode haver prejuízo social e emocional. Inúmeros estudos comprovam a possibilidade de vício na internet. Inclusive com a presença dos sintomas de abstinência como irritabilidade, dores de cabeça, taquicardia e ansiedade", explica especialista.

Sedentarismo
Fora os males em relação à coluna dos jovens, ainda existem as possibilidades de crianças que apresentam sérias dificuldades de relacionamento interpessoal devido ao isolamento social que o uso excessivo dos computadores causa.
"Os pais podem alertar os filhos da melhor forma possível, através da educação. Uma conversa oportuna e sincera é essencial. Regras, limites, direitos e deveres para o uso do computador, celular, videogame são fundamentais e devem ser estabelecidos em comum acordo", explica a pedagoga Jussara Orange.

Postura
"Uma questão facilmente verificada em casa é o peso da mochila que carrega o material escolar. Existe um consenso entre os especialistas que o peso da mochila da criança deve ser inferior a 10% do seu peso corporal. Se houver necessidade de carregar peso além desse limite, é recomendável o uso de carrinhos apropriados". "As dores no ombro e no peito podem estar relacionadas com alterações na coluna, por isso a importância da avaliação do pediatra e se necessário, da avaliação complementar do ortopedista". Marcos Dickamm - médico ortopedista.

Obesidade
Segundo o médico pediatra Ricardo Cosme, "A tecnologia e as facilidades da vida moderna incentivam o comodismo e o sedentarismo cada vez mais cedo nas crianças. A falta de tempo para planejamento do lazer das famílias devido o intenso ritmo de trabalho dos pais, a violência das ruas e a falta de locais adequados para a prática de atividades físicas ao ar livre são fatores que contribuem para incentivar ainda mais as atividades "sedentárias" como vídeo-game, televisão e computador".
Caso o sedentarismo seja uma prática constante, o músculo que não recebe o estímulo adequado atrofia, ou seja, diminui de tamanho. "Sem o estímulo físico adequado, a criança deixa de atingir seu potencial genético". Desenvolve menos massa muscular, calcifica menos os ossos. E corre maior risco de se tornar uma criança obesa, com todas as consequências que esses fatos implicam.

Miopia
Crianças devem intercalar entre as horas que ficam  em frente ao computador  com atividades ao ar livre, pátios, playgrounds ou parquinhos para que não tenham problemas de miopia. É o que aconselha o oftalmologista Alexandre Parisi, do Hospital Santa Paula de Curitiba.
De acordo com o especialista, a orientação é para que os pais não deixem seus filhos ultrapassar mais de duas horas.
Segundo pesquisa do Instituto Penido Burnier, de Campinas, com 360 crianças de 9 a 12 anos, que ficavam usando alguma tecnologia por até 6 horas, 21% foram diagnosticados com miopia. "É porque a criança e  o adolescente ainda está na fase de desenvolvimento, o que não acontece com o adulto que se tiver este comportamento não vai ter miopia, mas sim desconforto no olhos.

FONTE: www.tribunadabahia.com.br/tecnologia




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