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Legislação que proíbe lixões entra em vigor

08/08/2014 - Por Jornal Semanal
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No Rio Grande do Sul, cinco das 497 cidades ainda têm lixões a céu aberto

Embora o prazo para que os municípios cumpram a determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos de acabar com os lixões e armazenar os resíduos sólidos em aterros sanitários tenha encerrado no dia 2 de agosto, muitos municípios estão longe de encontrar uma solução definitiva para o problema, ou seja, a destinação adequada do lixo.

O Brasil tem atualmente 2.202 municípios com aterros sanitários, o que representa 39,5% das cidades do país. Apesar de mais da metade das cidades ainda terem lixões, 60% do volume de resíduos já está com destinação adequada.

No Rio Grande do Sul, cinco das 497 cidades ainda têm lixões, e deixam, a céu aberto, os rejeitos produzidos por cerca de 430 mil pessoas. Os depósitos irregulares de resíduos estão em São Gabriel, Santa Margarida do Sul, Uruguaiana, Viamão e Ipiranga do Sul.

No entanto, os números revelam que 12,8% dos municípios gaúchos descartam os resíduos de forma inadequada. Além dos cinco lixões, existem outras 59 cidades levando o lixo para aterros controlados.


Cigres de Três de Maio possui aterro sanitário controlado


Uma dúvida para muitas pessoas é com relação ao depósito de lixo que fica localizado na sede do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (Cigres) em Três de Maio. Conforme o biólogo Valdir Natal Rochinheski, especialista em Ciências do Meio Ambiente, Auditor Ambiental e Perito Ambiental Judicial do TJ/RS - Comarca de Três de Maio/RS, no Cigres desde o ano de 2002 não existe mais lixão. "O que existe lá é um aterro sanitário controlado, projetado dentro das normas técnicas especificas exigidas pelos órgãos ambientais competentes, principalmente pela Fepam. No Cigres tem-se um Plano de Manejo e de Gestão, controlado por profissionais, entre eles um responsável técnico especialista para a execução desses trabalhos junto a central de triagem, onde é feito a reciclagem com aproveitamento e venda desse material. Razão essa, para a importância do simples trabalho de não misturarmos o lixo seco com o lixo orgânico", esclarece.

Segundo Rochinheski, os rejeitos que são desclassificados na central de triagem são levados e depositados no aterro sanitário, que também é vistoriado e controlado pelo responsável técnico. Ele ressalta que praticamente todos os seis municípios que compõem o Cigres estão de acordo com a legislação que entrou em vigor. Além disso, conforme o biólogo, a situação dos municípios da região da Grande Santa Rosa, é satisfatória em comparação com outros municípios no Estado. "É claro que ainda falta muito para ser melhorado. Principalmente a separação do lixo seco do orgânico e a coleta seletiva", informa.

FOTO: ÉDERSON RAMBO

Confira a matéria completa no jornal impresso




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