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Infecções por HVI crescem no Brasil

15/08/2014 - Por Jornal Semanal
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Contrariando as estatísticas mundiais que apresentam queda de 27,5%, novos casos de contaminação no país subiram 11% entre 2005 e 2013. Doença ainda não tem cura

Dados divulgados no mês de julho pela Unaids, programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, aponta que o índice de novos infectados pelo vírus no Brasil subiu 11% entre 2005 e 2013, tendência contrária aos números globais, que apresentaram queda de 27,5%, de 2,9 milhões, em 2005, para 2,1 milhões, em 2013. As informações estão em um novo relatório que analisa o impacto da Aids no planeta.

As mortes relacionadas com o vírus registraram queda de mais de um terço na última década. Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram vítimas da doença, uma queda de 35% na comparação com as 2,4 milhões de mortes registradas em 2004 e 2005, segundo os números da ONU.

O relatório destaca que 35 milhões de pessoas viviam com o HIV em 2013, sendo que destes, 19 milhões não sabem que são soropositivos.Neste mesmo ano, o Brasil tinha 730 mil pessoas com Aids vivendo no país, número que representa 2% do total mundial. Estima-se que 44 mil pessoas tenham contraído o HIV apenas no ano passado, montante que também representa 2% do total global. Em relação à América Latina, 47% dos novos casos registrados em 2013 surgiram no Brasil, sendo o México o segundo país com mais contaminações novas.

Os dados das Nações Unidas afirmam que 16 mil pessoas com HIV morreram no ano passado e que 327.562 pessoas utilizavam antirretrovirais. Os grupos particularmente vulneráveis a novas infecções são transsexuais, homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e seus clientes, além de usuários de drogas injetáveis.

Avanços no tratamento, mas ainda não há cura
O relatório da Unaids destaca os avanços no acesso aos tratamentos antirretrovirais, com 12,9 milhões de pessoas atendidas em 2013, contra apenas 5,2 milhões em 2009. Mas o importante avanço é inferior à meta da ONU, que espera 15 milhões de atendidos em 2015.

O dinheiro destinado ao combate da Aids subiu de US$ 3,8 bilhões em 2002 para US$ 19,1 bilhões em 2013, mas está longe do objetivo da ONU de arrecadar entre US$ 22 e 24 bilhões em 2015.

A incidência de mortes no RS é alta
Uma pesquisa realizada no Rio Grande do Sul tenta responder por que a incidência de Aids no Estado equivale ao dobro da média nacional.O estudo foi motivado por dados do Ministério da Saúde, segundo os quais em 30 anos cerca de 25 mil pessoas morreram vítimas da doença no RS.

A conclusão da pesquisa é que o vírus que circula no Estado,  subtipo "C" (variação do vírus HIV que predomina na região Sul do Brasil e tem origem em países do leste africano) não é mais agressivo que o do subtipo "B", que teria chegado primeiro aos Estados Unidos, para depois se instalar em estados do sudeste brasileiro. O resultado foi publicado pelo Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

A explicação da forte epidemia de Aids e o motivo de tantos gaúchos morrerem com a doença pode estar no tempo que os pacientes levam para buscar tratamento. A pesquisa revelou que quando os homens descobrem que estão com HIV, a doença já está em estágio mais avançado. Isso indicaria também que eles demoram mais para procurar o serviço de saúde do que as mulheres, o que pode sinalizar também o motivo de as mortes estarem mais entre os homens no Rio Grande do Sul.


Confira a matéria completa no jornal impresso




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