Terça-feira, 17 de outubro de 2017
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A evolução da família...

31/08/2012 - Por Marcos Salomão
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    Por um tempo, família era aquela que vinha do casamento. A lei não gostava das uniões entre homens e mulheres que não viessem do casamento. Os filhos, fora do casamento, eram conhecidos como ilegítimos. A própria lei discriminava o ser humano...
    O divórcio não existia. Casou, casou! Quando muito, existia o desquite.  Casar de novo nem pensar. Como poderíamos imaginar que uma pessoa poderia casar duas vezes ? (!)    Quando um homem e uma mulher resolviam morar juntos, sem casamento, eram mal vistos .A mulher que apanhava em casa, tinha dificuldades de procurar proteção junto ao Estado. As normas eram muito rígidas para a família brasileira ...
    Esse período passou. Não volta mais. A sociedade evoluiu, amadureceu, mudou.Hoje existe o casamento, e existe o divórcio, que autoriza a casar de novo. E este processo pode ser repetido várias vezes.Os filhos são todos iguais. A lei não distingue mais filhos legítimos e filhos ilegítimos. Ambos possuem os mesmos direitos.    
    Se um homem e uma mulher querem constituir uma família, não precisam mais casar. A união estável é reconhecida como entidade familiar. A mulher passou a receber proteção contra violência através da Lei Maria da Penha.
    Então veio uma nova fase, que eu chamo de revolucionária...
    O Direito começou a reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Mais que isso, passou a autorizar a alteração de sexo de homens que tivessem "almas femininas", desde que fosse realizada uma avaliação psicológica e uma cirurgia. A lei Maria da Penhaque inicialmente nasceu para proteger a mulher, começou a ser aplicada nas uniões entre dois homens que mantém um relacionamento afetivo.A paternidade e maternidade não precisam ser apenas biológicas ou decorrentes da adoção. Entende-se que o afeto entre pessoas cria o vínculo familiar e a Justiça passou a autorizar a colocação de nomes de dois pais ou duas mães nos registros de nascimentos dos filhos (Foi o que ocorreu em São Paulo, na semana passada quando uma moça conseguiu judicialmente que fosse colocado o nome da madrasta no seu registro de nascimento ao lado do nome de sua mãe, que morreu logo após o parto. Ela foi criada desde bebê pelo pai e pela madrasta, e o vínculo de afeto criou esta situação familiar).
    Mas não pára por aí. Comentei na semana passada, neste espaço a união de um homem e duas mulheres, que foram a um cartório em São Paulo oficializar esta relação"a três", com intenção de constituir uma família. A rede globo exibiu uma reportagem no domingo a noite sobre o caso. Começa então a surgir uma nova forma de família...
    E, para fechar com chave de ouro a semana, duas outras notícias: primeiro em Goiás onde um juiz autorizou a divisão da pensão entre a viúva e a amante do falecido (As amantes começam a ter direitos) e a segunda notícia que um juiz em Pernambuco determinou que o Estado pague uma cirurgia de troca de sexo, só que o curioso é que desta vez a mulher é que vai virar homem... Até onde vamos ?

Das minhas leituras da madrugada:
"Lar é quaisquer quatro paredes que contêm a pessoa certa"-
Helen Rowland


 Um ótimo fim de semana a todos...



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