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Anestesia - Parte I

22/08/2014 - Por Yara Lampert
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A anestesia, como conhecemos hoje, é uma aquisição recente na história da humanidade. Gelo ou neve para congelar a região a ser operada, embriagar o paciente, quando de nada adiantavam, as cirurgias eram realizadas a frio, com os doentes imobilizados à força.
Esse panorama mudou, e mudou muito. Hoje, a anestesia é um procedimento médico de altíssima segurança que promove analgesia completa enquanto o paciente é operado. Isso tudo aliado às tecnologias e a constante monitorização do médico anestesiologista.
Para falar sobre este tema, a coluna traz uma entrevista com os médicos anestesiologistas Ronaldo Oliveira Mendes e Marcelo Seabra Bernardi (Leia-se Mendes e Bernardi Anestesia).
Ronaldo Oliveira Mendes, CRM 18684 , anestesiologista formado pela Universidade Católica de Pelotas em 1989. Fez residência médica no Instituto Penido Burnier em Campinas, São Paulo. Especialização em tratamento de dor crônica na USP Ribeirão Preto, São Paulo.
Marcelo Seabra Bernardi, CRM 26315, anestesiologista formado pela Universidade Federal de Pelotas em 1999.Fez residência médica na Santa Casa de Ribeirão Preto , São Paulo.

O que é Anestesiologia?
É a especialidade médica que estuda e proporciona ausência de dor e outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos médicos como cirurgias ou exames diagnósticos. Além disso, é o anestesiologista que identifica e trata alterações das funções vitais do paciente durante a cirurgia.

Quem aplica a anestesia?
A anestesia, por determinação legal, é um ato privativo do anestesiologista inclusive em cirurgias odontológicas. O anestesiologista é um médico, formado por faculdade de medicina credenciada pelo Ministério da Educação, com curso de especialização e treinamento em anestesiologia, sólida formação acadêmica e profundos conhecimentos em física, química, biologia e matemática, além do título de Especialização em Anestesiologia reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina.

O que faz o anestesiologista?
Muita gente ainda acredita que a função do médico anestesiologista é apenas de ministrar drogas para que o ato cirúrgico seja suportável e sem dor. Não sabem eles que durante a cirurgia, além da função natural de retirar a sensação de dor para que o ato seja suportável ao ser humano, o médico anestesiologista tem a missão de monitorar o estado geral do paciente, cuidar de seu nível de consciência, pressão arterial, pulso, respiração, bem como estar atento a qualquer alteração. Em resumo ele é o responsável por manter as funções vitais do paciente e está preparado para identificar e tratar qualquer alteração.

Quais os tipos de anestesias?
Ela pode ser geral, isto é, para o corpo todo; ou parcial, também chamada de regional, quando apenas uma região do corpo é anestesiada. Sob o efeito de uma anestesia geral, você dorme. Com anestesia regional você pode ficar dormindo ou acordado, conforme a conveniência. A anestesia geral pode ser aplicada na veia ou por inalação, ela permite que o paciente fique totalmente inconsciente durante a cirurgia. Chamamos anestesia regional várias técnicas diferentes de aplicação de um anestésico local com o objetivo de abolir a dor em parte do corpo. Como por exemplo, a anestesia de cesariana que pode ser a peridural ou raquidiana. Já para cirurgias de membro superior optamos pelo bloqueio de plexo braquial, para cirurgias oftalmológicas usa-se a peribulbar e etc.

Quanto tempo dura a anestesia?
Nas cirurgias com anestesia geral o avanço tecnológico e farmacêutico permite hoje ao médico anestesista proporcionar ao paciente uma anestesia que dure o mesmo tempo da cirurgia, sendo então possível que o paciente acorde no final da operação. Nas técnicas regionais, na maior parte das vezes é desejável um efeito residual, e assim a parte do corpo submetida à cirurgia permanece anestesiado por um período variável do pós-operatório, proporcionando ao paciente ausência de dor por um período mais prolongado.

Quem escolhe o anestesiologista?
Você tem o direito de escolher o seu anestesiologista. Normalmente, porém, os hospitais possuem serviços de anestesia com os quais o seu cirurgião já está acostumado a trabalhar. Afinal, operação é trabalho de equipe.

Como conhecer o seu médico anestesista?
Seu médico já deve ter conversado sobre anestesia com você. Porém, somente na consulta com o médico anestesiologista é que todos os esclarecimentos serão feitos. Não aceite qualquer informação de pessoas não especializadas. Existem muitas fantasias e desinformações sobre a anestesia. A consulta pré-anestésica é um direito do paciente e um dever do médico anestesista. Exija sua consulta! Neste momento o médico deverá saber se você é asmático, diabético, se tem pressão alta, se fuma, se toma bebidas alcoólicas, se possui alguma doença grave, se toma remédios e quais ou se possui problemas alérgicos. Tenha no anestesiologista um amigo, e saiba que quanto mais e melhores informações você prestar a ele, melhores serão as condições para que ele possa te ajudar e para que a anestesia transcorra sem problemas e seja um sucesso. Hoje sabemos que até mesmo certas ervas e medicamentos homeopáticos interferem e reagem com algumas drogas, daí por que tudo deve ser relatado ao seu anestesiologista, inclusive o uso de remédios homeopáticos e caseiros. A consulta poderá ser realizada no consultório do anestesiologista ou no próprio hospital, antes da cirurgia.

Na consulta pré anestésica é feito algum "teste" para anestesia?
Não! Não existe "teste" de anestesia, a exemplo dos testes utilizados para identificar alergias. A avaliação pré-anestésica é de fato um exame médico dirigido especificamente para as necessidades do anestesiologista. Nesta consulta o anestesista o examinará e prestará informações e orientações sobre a anestesia.




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