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Sal na medida certa

28/08/2014 - Por Jornal Semanal
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O brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado pela OMS é que o consumo não ultrapasse 5 gramas

Divulgados no inícío deste mês, pelo Ministério da Saúde, os primeiros resultados da redução do teor de sódio dos alimentos industrializados. O compromisso foi estabelecido em novembro de 2013, após um acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) para diminuir a presença da substância em laticínios, embutidos e refeições prontas.

O objetivo é retirar 28 mil toneladas de sódio da alimentação dos brasileiros até 2020. Está previsto ainda o monitoramento do rótulo dos alimentos, análise laboratorial que quantifica teor de sódio nos alimentos e inquéritos populacionais para avaliar o padrão de consumo da população e a prevalência da hipertensão arterial.

Sal é diferente de sódio
Apesar dos termos serem usados indiscriminadamente, sal e sódio não são a mesma coisa. O sal de cozinha tem em sua composição os elementos sódio (Na) e cloro (Cl), o que resulta em cloreto de sódio (NaCl). É essa combinação de elementos que confere o sabor salgado. 1g de sal (NaCl) contém 400mg de sódio.

Já nos rótulos dos alimentos é descrita a quantidade de sódio. A recomendação de sódio é de 1,6 a 2,4g por dia. Quando o sódio está sozinho ou combinado com outros elementos pode não ter gosto de nada ou levemente salgado. É o que acontece com os aditivos alimentares usados na conservação dos alimentos industrializados, onde o sódio é combinado com glutamato ou outros elementos. Desta forma, mesmo sem sabor salgado, a quantidade de sódio pode ser muito grande sem que se perceba. É o que acontece nos alimentos industrializados doces como refrigerantes, sucos, biscoitos etc.

Problema está no excesso
O brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal, valor que corresponde a uma colher de chá. Os maus hábitos relacionados ao excesso de consumo da substância elevam os riscos de doenças crônicas, sendo que os efeitos do nutriente no organismo não são imediatos e as pessoas podem demorar anos para apresentar sintomas.

Conforme a nutricionista Karine Manjabosco Debatista Zimmermann (CRN 10523D), como tudo em excesso, o cloreto de sódio pode trazer vários prejuízos à saúde. Aumento da pressão arterial, retenção de líquido, problemas renais e irritação da mucosa intestinal são alguns dos sérios problemas que o excesso de sal pode causar, e, para preveni-los, não basta evitar o sal de adição, aquele que costumamos colocar na salada ou na batatinha frita, por exemplo. "É preciso reduzir o consumo de alimentos industrializados que contenham muito sódio. Temperos como preparados de caldos, sopas instantâneas, alimentos em conserva, embutidos como presuntos e salames, molhos prontos e até alguns alimentos doces podem ser campeões nos altos níveis desse mineral", alerta. 


FOTO: ARQUIVO/JS

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