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Economia para Consumo

19/09/2014 - Por João Seno
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À GUISA DE COMENTÁRIO - SANTA IMPROBIDADE  - Há certas palavras que são mascaradas. Usam-se termos nefelibatas para obscurecer certas situações cabeludas. Ninguém gosta de palavras azedas como ladroeira, latrocínio, ladrão, burro. Prefere-se ímprobo, improbidade, pouco inteligente. Daí a improbidade administrativa. Quando alguém faz gatunagem em órgãos públicos, batiza-se de improbidade administrativa. Uma bela amenizada. Ninguém gosta de ser chamado de ignorante, ou de grosso. Mas, quando se diz que é uma pessoa que não teve oportunidade de frequentar escola, tudo bem. Até parece um elogio. Uma absolvição da falta de predicados, visando os bons modos ou acesso a saberes. Então vejam o tratamento que estão recebendo os amigos do alheio, que se apossam de bens públicos. É quase um tratamento cavalheiresco. O ladrão, para não ofendê-lo, pode-se chamá-lo de amigo do alheio. O eufemismo. Se os amigos leitores desta coluna forem ao capítulo da linguagem figurada, vão encontrar um expediente que existe para amenizar este áspero linguajar. Então, vamos combinar: para os cidadãos educados, embora estejam espumando de raiva, os afanadores do dinheiro público, a ladroeira pública continua sendo improbidade administrativa. E os cidadãos que não têm esta fineza chamem-nos de gatunos, sem-vergonhas, ladrões, o escambau. E viva a santa improbidade!

A CAMPANHA MAIS CARA - Apesar das queixas de pré-crise ou coisa que o valha por causa da precária situação econômica do momento, estamos vivendo a campanha eleitoral mais cara da nossa história: R$ 71 bilhões, que serão gastos com 25 mil candidatos majoritários e proporcionais. Isso que os coordenadores de campanha estão  se queixando da timidez dos doadores.   

ESTÁ ERRADO  -
Não pode o governo dizer "eu criei X empregos". Na verdade, nada tem a ver com o governo, exceto que sejam cargos criados por Lei. Os empregos exsurgem com o desenvolvimento econômico e a necessidade de abrir novos postos no mercado de trabalho.

HORROR AO LIXO - A maioria das pessoas têm horror ao lixo. É o grande problema do nosso tempo o lixo. Três de Maio produz quase 500 toneladas em média por mês só de lixo seco e orgânico. Então vem a pergunta: como administrar todos estes descartes? Dá trabalho e é caro. Só a coleta seletiva custa atualmente R$ 462 mil por ano em Três de Maio, sem as altas despesas e os compromissos futuros com o Cigres. Única saída: melhorar a taxa de lixo.

O QUADRO ECONÔMICO - Está aí um quadro econômico que não pinta há muito tempo. Notadamente, o Rio Grande do Sul mostra índices muito ruins. Exportações caem 26,1%, em relação a igual mês, em 2013. As vendas externas do setor industrial caíram 9,1%. Em agosto, caiu a geração de empregos, o primeiro resultado negativo desde 2005 na geração de vagas. E a previsão do Produto Interno Bruto/PIB só faz cair. A Fundação Getúlio Vargas prevê crescimento de 0,2% em 2014. E durma-se com um barulho desses, com a inflação estourando a meta.

DESEMPENHO ECONÔMICO  - A economia do Rio Grande do Sul, entre 2011 e 2014, é estável, oscilando entre 2,6% e 2,7% o crescimento do PIB. Enquanto isso, a economia brasileira é decadente, tendo oscilado entre 2011 e 2014, decaindo de 3% para 1,6% o PIB.  O setor primário contribuiu para o equilíbrio gaúcho.  




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