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Mês pra forrar a cartucheira

19/09/2014 - Por Jornal Semanal
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Setembro é a safra para comerciantes de artigos gaúchos

Enquanto que para a maioria dos lojistas datas como o Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal são as grandes encarregadas de alavancar o faturamento, para aqueles que trabalham com artigos ligados às tradições gaúchas o mês Farroupilha é o período em que as vendas chegam a representar cerca de 50% do faturamento anual, ideal para forrar a cartucheira.


Há 20 anos na lida
Para o empresário Régis Ivan Klauck, que há 20 anos comercializa produtos desta natureza, o que impulsiona mesmo as vendas no período é a indumentária, o que reflete em um faturamento pra gaúcho nenhum botar defeito. "Na linha masculina, bota, bombacha, guaiaca e lenço são os carros chefe. Tem o chapéu, que não é todo mundo que usa, e a camisa que você pode ter em casa, não tem que ser uma 100% ligada ao tradicionalismo. Já para a mulher, bombacha, camisete e alpargatinha bordada, mas com vestidos não trabalho, indico a quem confecciona. Além disso, comercializamos  a linha infantil", revela.
Segundo ele, a diversificação de artigos gaúchos culminou na ampliação do público consumidor e que atualmente trabalha também com peças decorativas, artesanatos, artigos de chimarrão, mateiras, cuias, entre outros. "No início não tínhamos ponto fixo, vendíamos apenas em rodeios e feiras, basicamente bombacha masculina, guaiaca, bota, chapéu, lenço e a parte de encilho, arreios, laços e facas. Quando vinham para Três de Maio e precisavam de alguma coisa nos procuravam em casa, pois tínhamos um pequeno estoque. Fomos ampliando o espaço e montamos uma mini loja, mas não era aberta ao público, quem chegava tinha que tocar a campainha, até abrirmos um ponto comercial há cerca de 7 anos", relembra.

Vendedor que entende do negócio
Desde piá envolvido no meio tradicionalista, Diego Rutzen, que atualmente é vendedor em uma loja de  artigos gaúchos, sabe como vender pois sempre foi consumidor destes produtos. "De maneira geral, a safra é setembro, mas as vendas têm sido boas em outras datas comemorativas, principalmente de artigos para presentes.
Segundo ele, na maioria das vezes as pessoas que não participam ativamente do movimento tradicionalista e procuram a loja apenas neste período próximo a Semana Farroupilha optam pela compra da bombacha, alpargata e camiseta gola polo.  "Agora é de balde, o movimento triplica e as vendas também. E, no caso das roupas infantis, nem perguntam o preço", afirma Diego, que costuma orientar a  "gauchada de setembro" pra que se vistam conforme o padrão. "Se levar gola polo não tem necessidade do lenço, a menos que vá usar com uma camisa", explica.

Vestindo as prendas

Clair Taborda Böck (foto) viu no amor à tradição uma nova profissão e há cerca de seis anos confecciona vestidos de prenda. "Fui durante 22 anos acordeonista no Centro de Tradições Gaúchas de Três de Maio e quando parei de tocar resolvi fazer vestidos", recorda, lembrando ainda que já tinha muitos vestidos em casa e que as criações foram acontecendo naturalmente, bem como as evoluções na área.  "As mudanças na indumentária gaúcha feminina vieram para melhorar a praticidade no manuseio das peças. Os tecidos com os quais trabalho são leves e não amarrotam e, atualmente, os vestidos têm menos babados. Além disso, o uso de saia com detalhe em fitas e camisas com gola de padre e jabour, por exemplo, aumentaram consideravelmente", explica.

FOTO: ALINE WINTER

Confira a matéria completa no jornal impresso





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