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Voto consciente

26/09/2014 - Por Jornal Semanal
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Erton René Neuhaus*

   Novamente estamos às portas de uma eleição. Desta vez um pleito mais amplo, excluídos tão somente os cargos de âmbito municipal. O próximo Presidente da República, os Governadores, Senadores da República, Deputados Federais e Deputados Estaduais serão escolhidos pelo voto popular dentro de poucos dias. Seria a redenção dos problemas dos cidadãos dada à oportunidade única de renovar e melhorar a representatividade. Enfim, escolher de forma acertada aqueles que estarão à frente da gestão da coisa pública pelos próximos quatro anos, oito no caso dos Senadores. Eu disse, seria! Sim, se escolhêssemos acertadamente, o que parece não ter acontecido nos últimos pleitos, pelo menos para grande parte dos cargos, considerando a situação em que se encontra nosso querido Brasil.

   Acredito que poucos discordam quando afirmamos que as coisas não estão boas. E de fato não estão, senão vejamos: a economia está se arrastando, com previsão de crescimento pífio - o mais baixo dentre os países da América Latina; no campo da educação temos disputado os últimos lugares entre as nações avaliadas; a saúde tem-se notabilizado por deixar os cidadãos acomodados em corredores, sobre macas, reivindicando os mais variados atendimentos; a segurança tem deixado muito a desejar, basta acompanhar os noticiários e ver quantas vidas são ceifadas todos os dias por ações criminosas; sobre os presídios nem precisaríamos falar, todos sabemos que são grandes depósitos de pessoas e que não reeducam e não ressocializam ninguém, aliás, na maioria das vezes "lapidam" negativamente os apenados; as instituições tem se mostrado aparelhadas pelos mandatários, atendendo apenas aos interesses de alguns, em detrimento da coletividade; a corrupção campeia em praticamente todos os setores. Em resumo, as coisas, definitivamente, não andam boas.

   Aí vemos iniciativas, louváveis claro, propagando a ideia de que devemos todos nós eleitores, praticar o chamado voto consciente. Surge, então, um questionamento que na minha ótica simplista custa a encontrar uma resposta convincente: o que é o voto consciente? Os mais afoitos responderiam tratar-se apenas de escolher bem o candidato em quem votaremos! Está correto, sim! Mas apenas isso? Ou, como fazer isso? Como podemos escolher o melhor se não sabemos quase nada sobre esses cidadãos que se apresentam como os defensores dos interesses da coletividade? Quando acreditamos, não raro nos desiludimos já no primeiro dos quatro anos de mandato. Esse seria um voto consciente? Ou equivocado?

   Voto consciente, segundo alguns, é estar convicto de que a escolha pelo candidato é fruto de análise da sua biografia, capacidade de liderança, formação, experiência, estrutura familiar, vida pregressa, exemplo de comprometimento com uma causa, histórico de envolvimento com os assuntos da comunidade, preocupação com o próximo e seu bem-estar... Ufa!!! São muitos pré-requisitos! Existem esses candidatos? Acredito que sim, embora raros. Então, cabe a cada um de nós identificar o seu e depositar um voto de confiança nele!

   Tá, mas e aqueles beneficiados por programas sociais, o que pensam? Concordam? E os analfabetos - que não são poucos, infelizmente - o que sabem a respeito? E aqueles que não tem acesso à diversidade de informação? Enfim, a dúvida central é se todos tem subsídios e "liberdade" plena para formar uma opinião fundamentada na verdade sobre os candidatos! Há divergências, claro, mas isso é assunto para uma próxima oportunidade!   

*Servidor Público em Foz do Iguaçu - PR
 Leitor do Jornal Semanal





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