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Gerações Y e Z: desafio da Gestão de Pessoas

24/10/2014 - Por Arlete Salante
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  Os relatos de jovens entrando no mundo do trabalho apontam as deficiências da Gestão de Pessoas. Somado às realidades da escola viva que são as empresas e os espaços de ensino com as teorias compreende-se que o momento atual parece servir como um ponto de apoio para acomodação e exaltação de um estilo de vida que busca ascensão e remuneração sem maiores esforços para uma parcela de jovens.

   As gerações precedentes optaram por práticas de transferência de renda sem a contrapartida congruente. Desde o modo de educação familiar ao governamental esta realidade está disseminada em todas as classes sociais e interfere diretamente na não responsabilização a partir das crianças.

  Com esta realidade identifica-se a formação de uma geração chamada "geração nem-nem". São jovens que nem trabalham, nem estudam, vítimas do "desalento estrutural" (FGV/IPEA 2014). A mesma cultura assistencial é permissiva e exalta a antecipação da sexualidade nos jovens, também pouco evoluiu no modo de ensino, resultando no aumento da gravidez na adolescência, um dos motivos para evasão escolar.

   Os jovens que estão trabalhando buscam descomplicar e primam pela facilidade. Ao seu modo e com pouca experiência de vida e de profissão, muitos estão ávidos por contribuir, mas encontram dificuldade nas culturas empresariais enrijecidas. Mostram, com isso, que é necessário atualizar os modos de administrar as empresas no âmbito da Gestão de Pessoas. Por outro lado, estes jovens que gostariam de ter no trabalho maior significado, além da remuneração, trazem inconstância, falta de persistência, dificuldade em responder em primeira pessoa, ou ainda, segue o caminho mais curto do copiar e colar que impede o próprio desenvolvimento.

   Mas existem, e em todas as gerações sempre existiram, os jovens brilhantes que elevam os padrões de trabalho e alavancam a sociedade. Estes não são massificados, porque os que seguem a massa servem às manobras midiáticas, ideológicas, religiosas, consumistas e de reforço de estereótipos. Aos que querem sair da condição de "homem-massa" e contribuir com seu meio é imprescindível um trabalho de autoconhecimento enfrentando seus problemas mais íntimos para então ressoar na própria autenticidade e, claro, respondendo sempre em primeira pessoa: EU.

   O desafio de gerir empresas e pessoas é a oportunidade de renovação de gestão ao fazer pedagogia de comportamento com jovens que ingressam nas empresas, no acolhimento, precaução a transtornos e na gestão por projetos e ações participativas; é necessário, também, reposicionar o inconsciente de empreendedores e colaboradores com vistas ao projeto "homem-pessoa" para a funcionalidade existencial.




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