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Segundo Turno das Eleições - algumas considerações

24/10/2014 - Por Jornal Semanal
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Paulo Roberto Campos*

 Leia a frase abaixo prezado leitor, mas, por favor, sem verificar a fonte (que consta no final do artigo), pois desejo que responda a uma pergunta sem ser influenciado pelo nome do autor.

"A injustiça desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".(*)
Não é verdade que estas considerações servem como luvas para as mãos de nossos atuais governantes?

 Nossos jornais - que em tempos de normalidade deveriam noticiar os grandes feitos do Brasil para conhecimento nosso e dos povos do mundo inteiro - hoje mais parecem páginas policiais que nos envergonham diante de nossos filhos e das nações.

Vemos o aparelhamento do Estado em proveito não apenas de alguns bolsos insaciáveis, mas para favorecer a dissolução dos costumes, a desagregação da família, a perseguição religiosa e para lançar o País numa luta de classes e de raças de brasileiros contra brasileiros, de empregados contra patrões, de alunos contra professores, de filhos contra pais.

Exemplo disso é o bolivariano Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), aprovado por Lula da Silva no final de 2009, e que o governo pretende aplicar inteiramente caso vença as próximas eleições. Assim como a aplicação do ditatorial "Decreto 8.243" - assinado por Dilma Rousseff no dia 23 de maio p.p. -, que subjugará o País a um sistema bolivariano de governo, com o estabelecimento de "conselhos populares", no mesmo estilo dos soviets oriundos da antiga URSS.

Em meados do ano passado, tivemos a impressão de que a sociedade brasileira tinha por fim resolvido reagir contra a sovietização do País e a tantos outros escândalos. O "gigante pela própria natureza" parecia despertar... Foram as gigantescas manifestações de rua que trouxeram a tantos de nós a esperança de uma mudança real no Brasil. Mas, infelizmente, parece que o sono voltou e o gigante dormiu... Será? Espero que eu esteja enganado e que ele resolva dar um basta a tantas mazelas que nos têm envergonhado.

A propósito das presentes considerações, sugiro a leitura do judicioso manifesto intitulado Eleição presidencial: o Brasil ante o perigo esquerdista e o vácuo político. Ele foi publicado pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (www.ipco.org.br) em razão do segundo turno das eleições, no próximo dia 26.

(*) Discurso de Ruy Barbosa, em 1914, no Senado Federal.
Ruy Barbosa, Obras Completas, Vol. XVI tomo VI, pág. 187.
* Paulo Roberto Campos é jornalista e colaborador da ABIM.
  
 



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