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Sonhos

21/11/2014 - Por Arlete Salante
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Os sonhos que sonhamos dormindo nos revelam diretores de filmes absolutamente exclusivos, ou seja, só nós vemos e vivemos estes filmes. Muitas vezes são situações bizarras e aparentemente sem sentido. Mas, os sonhos mostram nossa realidade psíquica e evidenciam a situação que está sendo processada, porém com uma linguagem aparentemente desconhecida. 

Os sonhos despertam o interesse humano desde os primórdios da civilização. Em todas as épocas, foi fonte de inspiração, imaginação, fascinação e especulação. No âmbito da "sabedoria popular" as crenças são repassadas a séculos de gerações a gerações, porém, são apenas opiniões. 

Estudiosos e pensadores se debruçaram com seriedade sobre o tema, a começar pelos filósofos da civilização grega Aristóteles e Platão que já compreendiam o sonho como "a vida da alma durante o sono porque enquanto o corpo dorme a alma é capaz de sentir, perceber e pensar."

Artemidoro de Daldis (século II d.C.), escreveu o primeiro livro de onicrítica que fala de "sonhos simbólicos", antecipando a onirologia psicanalítica.

Meu interesse pelos sonhos vem desde a adolescência. Ficava intrigada com sonhos que se repetiam, com as aventuras e os perigos vividos dormindo. Nada compreendia, mas, de alguma forma, sabia que tinha importância.  Por ser área de interesse, estudo sonhos desde a graduação, quando tive a oportunidade de ser aluna bolsista do CNPQ e colaborar na pesquisa de um professor de filosofia analisando as teses freudianas sob visão de um filósofo e linguista alemão, chamado Wittgenstein. O estudo trouxe maior compreensão sobre o psiquismo humano. Ler e fichar a obra de Freud foi apenas um belo começo. 

Aprofundando o conhecimento científico para ter maior precisão na interpretação e aplicação prática dos indicativos dos sonhos, compreendi que é preciso encontrar o critério da vida, depois, buscar saber o que a vida pretende naquele sujeito, com aquele sonho. Desconsiderar os sonhos é como jogar fora a chave dos próprios mistérios existenciais. Para interpretar é preciso conhecer a psicologia como ciência, a partir do critério de natureza.
A interpretação dos sonhos serve de instrumento no processo de psicoterapia e revela a vida psíquica de cada sujeito como em uma radiografia, porque "aquilo que faz mais realidade na nossa vida são as emoções mais escondidas, não as ações externas". (A. Meneghetti, 2012).




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