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Crianças francesas não fazem manha¹

28/11/2014 - Por Arlete Salante
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Um bom livro pode ajudar e dar dicas para pais e mães dominados pelas manhas dos pequenos, que com o tempo, tornam os pais reféns dos próprios filhos. Mas, além disso, indico a leitura deste livro para pais antenados em formar humanos.

No livro Crianças francesas não fazem manha, uma jornalista americana observa o comportamento educado de crianças francesas e percebe a leveza e a sensatez  de seus pais. A calma e a naturalidade com que as mães francesas lidam com seus bebês é a chave para muitas questões. Qualidades que são necessárias desenvolver e praticar para, depois, ensinar.

Quando Pamela Drucckerman compara o comportamento da sua filha, que vai da calma à histeria em poucos segundos, com a capacidade de autocontrole das  crianças francesas, em esperar,  percebe que elas desenvolvem cedo recursos internos para lidar com a frustração sem estresse.

A diretiva de comportamento adequado e a formação de humanos em sociedade devem vir primeiro da família. Não resolve criticar os jovens, indignar-se com falta de limites das crianças em espaços públicos ou depositar a responsabilidade sobre a escola. É na primeiríssima infância, estudada por neurocientistas e psicólogos, que as capacidades cognitivas começam a se desenvolver, já nos primeiros meses de vida. Aqui vale o ditado popular "é de pequenino que se torce o pepino", no sentido da educação com limites claros, mas flexíveis às reais necessidades.

A insegurança dos pais e as atitudes assistencialistas reforçam a neurose e são compreendidos já pelos bebês, os resultados podem ser desastrosos para o comportamento social e familiar, mas também para saúde física.

Muitos pais sentem dificuldade em formar hábitos alimentares saudáveis em seus filhos e, em certos momentos e ambientes, as crianças aproveitam para medir forças publicamente. A guerra pelo poder é declarada por crianças que compreenderam que este é um ponto fraco, fácil para chantagem e jogo com seus pais. Outras ainda, se usam de sedução, são mais "educadas", porém não menos insistentes. A mesma dinâmica serve aos desejos de consumo. São aspectos delicados e causadores de estresse familiar, mas que podem ser corrigidos.

O livro é resultado de pesquisa com relatos de pais e psicólogos franceses. Contempla estilo de vida sem forçar um falso conceito de pais perfeitos, mas fundamenta bem educação a partir do filósofo Rousseau. Boa leitura!

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 ¹Em Três de Maio o livro está à venda na Casa Café



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