Domingo, 16 de junho de 2019
Ano XXXI - Edição 1561
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Meu presente de Natal

23/12/2014 - Por Yara Lampert
Tweet Compartilhar
Interagindo cada vez mais com nossos leitores e vivendo o período mágico e nostálgico do Natal, um registro especial do "Meu Presente de Natal" que marcou estes queridos leitores, que, na correria da época, tiraram um tempinho para compartilhar sua história e viver um lindo momento "remember"..

Para mim que faço aniversário dia 26/12 (um eterno injustiçado em relação a presentes), lembrar qual foi o melhor deles é uma busca interessante em minha memória.
Por muitos anos a forma que encontrei de retribuir tudo de bom que vivi no ano que findava, era me fantasiar de Papai Noel na noite do dia 24 de Dezembro e de forma voluntária passar nas casas distribuindo brinquedos e alegria, no início era mais entre familiares, mas ano após ano as "solicitações" foram aumentando, e lá se ia o "bom velhinho" até altas horas da noite (sempre muito quente) visitando os lares três-maienses. Aconteceu que em um desses anos, ao qual não me recordo exatamente, uma situação diferente me chamou muito atenção. Após algumas visitas, já escurecendo e eu estacionando o "trenó" próximo ao hospital para mais uma visita, do outro lado da rua uma senhora com uma criança de colo e mais duas crianças me chamou: - Papai Noel!
Parei e aguardei eles atravessarem a rua. Logo já peguei algumas balas do "saco do Papai-Noel" e fui alcançando para aquelas crianças.
A mãe muito educada agradeceu e disse:
- Papai Noel, eu agradeço os doces, mas o que eu preciso é de leite para meus filhos, eles estão famintos...
Aquilo foi muito sincero, no momento não sabia o que fazer, o que falar, eu não carregava nada comigo, além do "saco" com algumas balas. Lembrei então que em uma das casas que havia visitado, a família queria contribuir pela minha visita, como não aceitei pegar a contribuição, o pai colocou o dinheiro em uma das minhas botas. Peguei aquele valor e passei para aquela mãe, ela sorriu, agradeceu e então nos abraçamos e nos desejamos um Feliz Natal, foi este naquele ano o "Meu presente de Natal". 
Muitas vezes somos surpreendidos com o que nos cerca, mas entendo que fazer o bem está ao alcance de todos nós. Um Feliz e Abençoado Natal a todos. "FAZ BEM FAZER O BEM". 
Marcelo da Silveira - Gerente Sicredi, Unidade de Três de Maio

Eu era apaixonada por barbies. Recordo de um Natal em que eu ganhei uma mala de viagens da Barbie. Nossa, eu adorei! Ela era rosa com as alças brancas. Tinha local apropriado para as roupinhas e também para os calçados e acessórios. Eu andava sempre com a tal da mala. Toda vez que minha mãe ia viajar, ela sempre trazia de presente para mim alguma roupinha, para que eu pudesse colocar na malinha e arrumar as barbies. Ah, por fim, ainda hoje, fico encantada com as barbies. Já tive oportunidade de ver exposições de barbies raras e fico maravilhada!  
Carolina Zimmer, Promotora de Justiça


O que me marcou muito foi um natal que eu tinha por volta de 6 anos. Ganhei uma nota de 5 dólares de um tio de presente, comecei a chorar porque acreditava que era muito dinheiro. Não sei o que passou na cabeça naquele momento, mas achava que estava rica (risos).  Passou uns anos e entendi o quanto valia e comprei alguns papéis de carta, pois era colecionadora.
Graziele Guidolin Silveira, Empresária 


No Natal do ano de 1991, com meus 6 para 7 anos, ganhei dos meus pais um Tucano que falava. Ele era um urso de pelúcia que gravava o que a gente falava e repetia logo depois. Era o máximo. E lá em casa era uma briga pra ver quem brincava com ele.
Alexandre Classmann, Vereador


Eu e meu irmão (Valdir) há muito aguardávamos ganhar uma bola de futebol oficial. Ao lado de nossa casa no interior de Flor de Maio havia um enorme pé de cactos. Logo após receber-mos o presente, no primeiro chute, a mesma foi de encontro aos espinhos e furou em dezenas de lugares, sem conserto possível. Tivemos que nos conformar em continuar jogando com nossas velhas bolas remendadas. Ponto forte de nossa família era o sempre esperado café da tarde que fazíamos na casa dos nossos avós recheado de guloseimas onde a família toda se reunia para agradecer e celebrar. Gildor Scherer, professor


No ano de 1975, que o Inter foi Campeão Brasileiro, eu e minha mãe estávamos em Porto Alegre, visitando parentes. Porto Alegre fervia com o jogo histórico, primos enlouquecidos (todos Allegretti são colorados). Em dado momento meu primo convidou para ir ao jogo, e eu prontamente pedi para minha mãe: Mãe, deixa eu ir no jogo? E minha mãe perguntou: Você quer ir no jogo ou comprar um presente de Natal para seu pai? Baixei os olhos e não sabia se estava triste ou feliz pela lembrança de que eu queria muito comprar  para meu pai, e queria muito ir ao jogo também. Mas logo decidi que iríamos comprar o presente de Natal para meu pai. Isso me marcou por muito tempo e todos sabem o resultado do jogo, e eu deixei de participar de um momento histórico. Voltando à minha cidade, Cruz Alta, encontrei meu pai, dei-lhe um grande abraço, e entreguei o presente. E ele comentou: e o nosso Inter? Começamos a rir abraçados. Ele nunca soube que tive que fazer uma escolha dolorosa, mas com final feliz, e sem arrependimento, porque entregar o presente de Natal para meu pai, vê-lo feliz, valeu a pena. Nesse mesmo Natal, ele me presenteou com a mais linda bicicleta do pedaço. Lembro que dormi com meu presente de Natal por vários dias ao lado da minha cama. Essa não é uma história triste, é a história das coisas que mais amo na vida: "Família, lembranças e meu Inter."  
Paulo Roberto Nascimento Allegretti, Designer de Marcas na Suricata Design


É difícil lembrar de um presente específico que me marcou no Natal, pois foram vários. Porém, nunca vou me esquecer de um carrinho chamado "Vai e Volta", que ganhei quando tinha uns 6 ou 7 anos. Queria muito aquele brinquedo e contei as horas até que o Papai Noel chegasse com ele. Brinquei o máximo que pude naquela noite, mas a alegria durou pouco... No dia seguinte, após brincar com o carrinho na garagem de casa, deixei ele no chão e meu pai, sem querer, passou com o carro por cima. Não preciso dizer o que aconteceu depois...
Ruggiero Saciloto, Juiz de Direito












Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

07/06/2019   |
31/05/2019   |
24/05/2019   |
17/05/2019   |
10/05/2019   |
06/05/2019   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS