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Polícia investiga causas da morte de jovem

23/01/2015 - Por Jornal Semanal
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Alexander Carvalho de Lima, 25 anos, foi encontrado morto na segunda-feira, 19

Um jovem que gostava de sair com os amigos, se divertir e aproveitar ao máximo cada momento da vida. Assim era conhecido Alexander Carvalho de Lima, 25 anos, cujo apelido era 'Gunner'.

Alex foi encontrado morto por volta das 20h de segunda-feira, dia 19 de janeiro, nos escombros onde funcionava o antigo hospital Santo Antônio, em Três de Maio.

Ainda não se sabem as causas da morte dele. Ele estava desaparecido desde sexta-feira, dia 16. O corpo de Alexander foi encontrado por um amigo que informou a Brigada Militar.

Até quarta-feira, a Polícia Civil ainda não havia recebido oficialmente o laudo do Posto do Instituto Médico Legal (IML) de Santa Rosa que vai apontar a causa da morte. O delegado de polícia José Soares de Bastos, que está respondendo pela Delegacia de Polícia Civil de Três de Maio durante as férias do titular João Vittório Barbato, adiantou que aguarda o resultado da necropsia para saber se houve homicídio ou não. Também será realizado o exame toxicológico, em Porto Alegre, cujo resultado deve sair em 60 dias.


Jovem, querido pela família e amigos, tinha problemas com álcool

Ao jornal Semanal, Anderson Rodrigues, irmão de Alex, afirmou que ele tinha um relacionamento muito bom com a família. "Era uma pessoa que agradava a todos e sempre será lembrado. Estamos sentindo muito a falta dele. Era o melhor irmão do mundo", recorda Anderson.

Alexander também era chamado de Nenê, Ninão e Gunner. A mãe dele, Valderez Ferreira Carvalho, também fala do carinho que tinha pelo filho. "Em casa, com a família, o Nenê era muito querido. Não tinha boca para nada. Ele conversava, era alegre. Só saia  com os amigos e se dava com todo mundo", revelou ao Semanal.

Contudo, mesmo não tendo queixas do filho, Valderez confessa que o mal de Alex era a bebida. "Essa maldita bebida. Ele se juntava com os outros e bebia. Mas quando chegava em casa, ficava quieto e ia dormir. Não incomodava, não era um bêbado agressivo", justifica.

A mãe conta ainda que ele era acostumado  a sair e ficar dias fora de casa. "Saia na sexta e às vezes voltava no mesmo dia. Outras vezes voltava só no domingo. Ficava na casa dos amigos, então eu não me preocupava, porque tinha certeza que ele sempre voltava", lembra.

Ela ressalta que só foi se preocupar mesmo com o filho no domingo à noite. "Daí eu disse pro meu marido (padrasto de Alex), o Nenê não veio pra casa, não tá certo isso. Segunda continuei preocupada, e desconfiei que algo estava errado. Até que encontraram ele morto", lamenta.

Diante de um triste desfecho, a mãe quer saber o que realmente aconteceu com o filho. "Pra gente saber mesmo só esperando o laudo e as investigações da polícia", aguarda Valderez, que emociona-se de saudade do filho. "Nenê era um piá muito bom. Era o filho mais próximo, mais querido, porque era o que mais dependia de mim", conclui.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL/FACEBOOK



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