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O tapete do prefeito

30/01/2015 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*

Reclamamos sim, mas temos de reconhecer quando as coisas ficaram boas. Encaixo-me nesta descrição. Mas cá estou para elogiar. Certa feita, ao abrir uma caixa de bombons a surpresa: alguns estavam com a embalagem aberta e quebrados. Solicitei a troca, como meu direito de consumidor, e rapidamente a empresa me enviou uma nova caixa, já que aquela caixa ficara sob suspeita. Em outra ocasião, a surpresa ao abrir a caixa de um creme dental e encontrar a bisnaga com a parte lateral toda aberta e o conteúdo ressecado. Aquela vez foi um azar tremendo, pois abri a embalagem em um quarto de hotel já tarde da noite e não encontraria uma farmácia ou mercado abertos àquela hora para comprar outra. Encontrei alguma coisa do conteúdo "usável" e escovei os dentes mesmo daquela maneira, cuidando para deixar um pouco para a manhã seguinte. Enviei e-mail reclamando para a empresa e recebi outro produto pelo correio.

Feita esta introdução, trago o assunto principal do texto, já motivo de muita discussão, que é o asfalto três-maiense. Entre idas e vindas a Três de Maio no segundo semestre do ano de 2014, via que estávamos nos aproximando do ideal no que tange ao deslizar com os carros pelas ruas centrais do município. Cheguei a cunhar um termo para isso, que intitulei "tapete do prefeito". Ficou perfeito, senhor prefeito! Parabéns! E mais sensato ainda foi fechar todas as principais conversões e retornos na Avenida Uruguai colocando estacionamento para motos. Perfeito!

Entretanto, tenho a dizer que evoluímos negativamente em um aspecto, no qual nos orgulhávamos desde sempre, que era o fato de não termos lombadas, os famosos "quebra-molas". Mas eles se fazem necessários e, da forma que foram instalados, na Avenida Santa Rosa, estão perfeitos. Melhor que os "olhos-de-gato" e até melhor que as lombadas eletrônicas que facilmente poderiam ser objeto de depredações.

Ainda não estamos totalmente bem com relação ao trânsito. O problema do estacionamento na Avenida Uruguai para carros em horários de pico persiste. Não vejo outra solução se não o estacionamento rotativo pago, da 8h às 12h e das 13h às 18h. Isso evita deixar o veículo estacionado o dia inteiro na mesma vaga e pode gerar algum rendimento para se continuar investindo na melhoria do trânsito urbano e manutenção das vias existentes. Haverá "chiadeira" sim, mas com o tempo se acostuma com isso.

Ao encerrar este texto, lembro do lema de campanha do ex-presidente brasileiro Washington Luís, que dizia que "governar é abrir estradas". Altero um pouco o seu lema trazendo para nossa realidade dizendo que "governar é abrir e manter estradas, pois esta continua sendo nosso elo de ligação com o mundo, por mais que a Internet e a aviação nos levem para qualquer canto do mundo".

* Mestre em Educação nas Ciências. Professor de Ensino Básico,
Técnico e Tecnológico. Coordenador Geral de Ensino Substituto.
Instituto Federal Farroupilha - Câmpus Avançado Uruguaiana





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