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Não, não vou lhe usar!

14/09/2012 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*
Fazia muitos anos que eu não acompanhava uma novela na televisão. Gostei de Gabriela, exibida pela TV Globo. Um dos poucos programas da televisão aberta que se pode olhar atualmente. Confesso que não li este livro, mas acredito que esteja sendo retratado de forma fiel o mesmo na tela, o que não acontece com muitas obras que viram filmes e correlatos.

Olhando a novela, fico pensando na submissão que as mulheres tinham naquela época. Se ela é expressão da realidade da época, penso na evolução mais do que justa que a classe feminina teve. Sei que a submissão continua, mas é exceção hoje em dia. Talvez se explique hoje a grande quantidade de separações, divórcios, troca de namorados. As mulheres não querem e não devem ser submissas aos homens. Claro que tudo passa pela tolerância, mas elas não necessitam aguentar mais má educação e outras manias do ser masculino.

Poucas mulheres querem ser totalmente e para sempre dependentes dos seus maridos. Paulo Sant'Ana escreveu certa vez que algumas delas nem querem mais a companhia deste ser, tão somente limitando-se a ter seu tão desejado filho dispensando o genitor logo em seguida. Elas têm seus empregos, suas famílias, suas amigas e não necessitam de homem. Viram-se elas próprias. São independentes dele.

Por isso eu digo: Não, mulheres, não deixem serem usadas pela ala masculina. Exijam o amor da classe masculina. E deem o amor de vocês somente a quem merece. Mas, afinal, o que é o amor? Acredito que boa parte da população não sabe o que é amar. Refiro-me àquele amor de namorados, marido e esposa, e não ao amor de mãe, de pai, de irmão, de avó, etc. Acredito que o amor advém já desde a primeira vista. Você bateu o olho na pessoa e os olhos dela o hipnotizaram. Este é o primeiro passo. Você para para conversar com essa pessoa e as palavras dela soam como uma perfeita sinfonia para seus ouvidos. Segundo passo cumprido. Sua vontade de ficar mais e mais com essa pessoa somente aumenta e o afastamento temporário de vocês é motivo para sofrimento, sendo que a saudade passa a exercer seu papel de forma intensa até o próximo encontro. Terceiro passo presente. No meu entender, amor presente.

Agora, saber fazer um amor durar um longo tempo, a vida inteira talvez, é uma arte que poucos dominam ou sabem dominar. É preciso estar sempre apaixonado pela pessoa, não somente no início, você tem de conquistar ela todo dia e vice-versa. Os Titãs se enganaram. Existe amor sim, não somente provas de amor. Mas para manter a chama acesa ela tem de ser constantemente reavivada. Colegas homens, não se cansem de dar flores, chocolates e dizer que amam sua esposa/namorada/paquera. Precisamos cuidar bem delas. Como li certa feita, desconhecendo a fonte, precisamos tratá-las como princesas, demonstrando que fomos educados por rainhas.

* Professor Universitário



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