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O menino que sonhava voar

13/02/2015 - Por Jornal Semanal
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Paulo Roberto do Nascimento*

Conheci um menino que observava muito os pássaros. Vislumbrava seus voos livres. Acompanhava-os até sumirem no horizonte, imaginando o que se escondia atrás das montanhas, a terra acabava, depois das nuvens havia um abismo?

Como os pássaros eram felizes, imaginava ele, pois estavam sempre a cantar, mesmo presos em gaiolas. Porque as pessoas também não cantavam o tempo todo? Não eram felizes ou não sabiam cantar?

Alguns pássaros voavam muito alto, chegando perto das nuvens, nuvens essas que tinham diversas formas: de rosto, de animais pré-históricos, de anjos, enfim, formatos dos mais diversos.

O menino ficava a imaginar como os pássaros se protegiam da chuva, se nunca viu uma "casa" de pássaro, tinham eles um lugar secreto para se protegerem das intemperes?

Já tinha visto ninhos que os pássaros faziam nas árvores, filhotes serem tratados pelos pais, ansiosos, com o bico aberto, quando se aproximava um pássaro maior.

Nunca viu um pássaro velho, um pássaro morrer, será que quando estavam perto da morte voavam tão alto até serem capturados por uma nuvem?

O menino ficava a imaginar: "Como seria se pudesse voar, pairar livre, olhando tudo do alto, locomover-se tão rápida e velozmente?

Certamente com toda a imensidão do céu a disposição do menino ele viajaria por todos os lugares do mundo, olharia o que há depois do horizonte, cantaria muito, mas muito mesmo, pois a liberdade para voar, mesmo que em sonho, sempre será motivo para cantar.

*Capitão Nascimento
donascimento@bm.rs.gov.br




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