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Diversidade de crenças e religiões

14/09/2012 - Por Jornal Semanal
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Os resultados do Censo Demográfico 2010, divulgados recentemente mostram o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil.
A proporção de católicos seguiu a tendência de redução observada nas duas décadas anteriores, embora a população católica continue sendo a maioria. Em 2000, 73,6% da população era católica, enquanto em 2010, 64,6% se declararam católicos.
Por outro lado, consolidou-se o crescimento da população evangélica, que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Dos que se declararam evangélicos, 60,0% eram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de missão e 21,8 %, evangélicos não determinados.
A pesquisa indicou também o aumento do total de espíritas; dos que se declararam sem religião, ainda que em ritmo inferior ao da década anterior; e do conjunto pertencente às outras religiosidades.
Embora o perfil religioso da população brasileira mantenha, em 2010, a histórica maioria católica, esta religião vem perdendo adeptos desde o primeiro Censo, realizado em 1872. Até 1970, a proporção de católicos variou 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8%.
Esta redução no percentual de católicos ocorreu em todas as regiões. Entre os estados, o menor percentual de católicos foi encontrado no Rio de Janeiro, 45,8% em 2010. O maior percentual era no Piauí, 85,1%. Em relação aos evangélicos, a maior concentração estava em Rondônia (33,8%), e a menor no Piauí (9,7%).
Nesta semana, o jornal Semanal inicia uma série de reportagens sobre as religiões, igrejas, templos, entre outros, instalados em Três de Maio.
Confira nesta edição, a entrevista com o padre Afonso Werle, da igreja católica.


8% dos brasileiros declarou não  ter religião


Os espíritas passaram de 1,3% da população (2,3 milhões) em 2000 para 2,0% em 2010 (3,8 milhões). O Censo 2010 também registrou aumento entre a população que se declarou sem religião (ateus). Em 2000 eram quase 12,5 milhões (7,3%), ultrapassando os 15 milhões em 2010 (8,0%).
Os adeptos da umbanda e do candomblé mantiveram-se em 0,3% em 2010.



Católicos são a maioria, mas 40% frequenta a igreja esporadicamente

De acordo com o padre Afonso Werle, pároco há sete anos da Paróquia Católica Nossa Senhora da Conceição, em Três de Maio, os católicos de batismo são aproximadamente 18 mil pessoas. "Com frequência e participação regular na comunidade, talvez 40% desse total. Outros 40% com participação esporádica. Os demais 20% existem apenas nas páginas do registro do livro do batismo".
O religioso declara que não se tem estatística exata de quantos deixam a igreja católica, mas que certamente, entre os 20% que existem no registro de batismo, uma parcela deles com certeza migrou para outras denominações.
Para o padre, a entrada de novos fiéis ocorre quando as crianças  são apresentadas para o batismo pelas famílias católicas. "E também alguns jovens, que não foram batizados quando crianças, que são evangelizados e então recebem o batismo e participam na comunidade". Porém, sobre o tema atrair ou conquistar novos fiéis, o religioso pondera que é um assunto delicado e complexo. "Facilmente pode descambar para a chantagem, o fanatismo, o uso do nome de Deus e da religião para interesses suspeitos".
Para o padre Afonso, o movimento ecumênico entre diferentes denominações cristãs vem superando o comportamento proselitista agressivo, "por sinal nada cristão", de "pescar e converter" os fiéis de outra igreja. "O ecumenismo vai se firmando através do diálogo respeitoso, da abertura para a convivência fraterna, da obediência à Palavra de Deus, do engajamento comum em projetos de vida digna junto ao povo".
O religioso ressalta que a igreja católica professa o Credo Apostólico, e que estão aí as verdades fundamentais da fé cristã, da evangelização, da vida de Igreja chamada a ser participação e comunhão.
Para o pároco, existem ainda muitos católicos acomodados e passivos. "Esses buscam a igreja só para receber um sacramento. Eles têm o direito e o dever de participar sempre da vida comunitária, de um grupo eclesial que se reúne nas casas a cada mês, de cultivar dons que Deus lhes concedeu. Entretanto, devemos lembrar que a vivência da fé cristã não se restringe nem se mede apenas pela frequência aos templos".








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