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Caminhoneiros mostram sua força

27/02/2015 - Por Jornal Semanal
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Caminhoneiros bloqueiam rodovias em todo o país

Movimento que começou tímido, ganhou força na maioria dos Estados. Categoria quer redução no preço do diesel, valor mínimo para o frete, melhores condições das estradas, entre outros

Reivindicando melhores condições de trabalho, caminhoneiros de todo o país iniciaram no domingo, 22, uma greve, bloqueando rodovias de grande circulação.

A principal motivação dos motoristas para a paralisação foi o aumento no preço do diesel. Entre as reclamações estão também a situação precária das estradas e a desvalorização dos fretes.

Os motoristas exigem melhores remunerações. Segundo um trabalhador da classe que não quis se identificar, ele não tem perspectivas de um  retorno financeiro. "Deveríamos ganhar um salário, comissão e uma diária. Recebemos apenas uma comissão, que não dá conta de todos os gastos na estrada. A solução é reduzir o preço do diesel e pagar melhor a categoria", conta.

Paralisação provoca desabastecimento de alguns produtos
No Rio Grande do Sul, mais de 20 rodovias foram bloqueadas, principalmente na terça e quarta-feira.
Enquanto que centenas de caminhões formaram filas, aderindo ao movimento, alguns setores já começaram a sentir com o desabastecimento, principalmente de alimentos perecíveis.

Em Três de Maio, os postos de combustíveis e supermercados enfrentaram movimento intenso, principalmente na terça e quarta-feira.

Segundo o proprietário de um supermercado da cidade, Tiago Benedetti, vários produtos já estão faltando nas prateleiras desde quarta-feira, 25. "A falta principal é na linha de produtos perecíveis, que começou hoje dar sinais de desabastecimento. Não temos nenhuma previsão de quando a situação voltará ao normal", revelou ontem pela manhã a nossa reportagem.

O gerente de outro supermercado da cidade, Diovanis Abrão diz que a falta dos produtos está ocorrendo há quatro dias. "Estamos sem entrega de verduras/legumes, e poucos que ainda conseguem trazer carnes. Alguns produtos de cesta básica também estão em falta".

Mesmo com instabilidade no recebimento dos produtos, o desabastecimento não foi generalizado e, apesar dos transtornos causados pela manifestação, os empresários desses segmentos se demonstram favoráveis ao movimento.

Movimento ganhou apoio de agricultores

A classe dos trabalhadores rurais também aderiu ao movimento, apoiando e reforçando as exigências feitas pelos caminhoneiros.

Segundo Neimar Haupenthal, morador de Esquina Bela Vista, em Três de Maio, ele aderiu ao movimento para mostrar o apoio a classe dos caminhoneiros e o seu descontentamento com o governo federal. "O objetivo é derrubar o governo que está nos prejudicando", destaca.

O agricultor esteve presente no manifesto que aconteceu na tarde de quarta-feira, 25, no trevo da BR 472. "A cada dez minutos estamos liberando todos os veículos, com exceção de caminhões. Os que possuem alimentos perecíveis também são permitidos a passar. O movimento deve continuar amanhã. Hoje ficaremos até a noite, mas sem o bloqueio, que retornará amanhã pela manhã," conta Neimar.


Na foto: Faixa mostra problemas enfrentados pelos caminhoneiros diariamente.  "Falência do transporte: preços abusivos, estradas precárias, impostos, pedágios", estampava uma das faixas nas paralisações da região 


FOTO: ANTÔNIO DE OLIVEIRA / NO AR NOTÍCIAS

Confira a matéria completa no jornal impresso





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