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Rinite Alérgica Sintomas se intensificam com a chegada da primavera

14/09/2012 - Por Jornal Semanal
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Em 23 de setembro inicia a primavera. Em geral, as entradas e saídas das estações costumam causar desconforto para quem sofre com as chamadas alergias sazonais ligadas a mudança de temperatura. Nesta época do ano, com a chegada da estação das flores, sintomas como tosse, espirros e coriza se tornam comuns e muita gente começa a sofrer com a rinite alérgica.
Para especialistas, a rinite alérgica pode ser definida como uma resposta protetora do sistema imunológico diferente da esperada que afeta o sistema respiratório. Na maior parte dos casos, as reações alérgicas respiratórias acabam ocorrendo pelo contato com provocadores como poeira, mofo, fumaça de cigarro e pólen de flores. E este é o problema: a época da polinização. Ao final do dia, quando o pólen está mais presente no ar, é que se agravam os transtornos para as pessoas que têm a mucosa nasal mais sensível.
O diagnóstico da alergia é normalmente feito por um alergista ou otorrinolaringologista que investiga o histórico do paciente, os tipos de sintomas e a associação com a exposição aos elementos que podem dar alergia. Atualmente, um teste cutâneo, no qual os extratos dos alérgenos suspeitos são colocados na pele do paciente para que o médico observe a reação desenvolvida no local, e exames de sangue (RAST) são os dois métodos mais utilizados para diagnosticar as causas da alergia.
Por ser genético, não há como evitar o surgimento deste tipo de alergia. A alternativa encontrada para lutar contra a doença é evitar as crises. O mais aconselhável para amenizar os sintomas nesta época do ano é manter as janelas fechadas ao final do dia. Em casa, o ideal é não deixar as roupas secando no exterior, pois a umidade torna-se um depósito de pólen. Se o dia estiver com vento, o quadro se agrava, além de aumentar a probabilidade de se transportar muito pólen no corpo e no cabelo. Para evitar que as crianças desenvolvam a rinite alérgica, é fundamental o aleitamento materno. Para quem já tem a doença, ter hábitos de vida saudáveis, se alimentar bem e evitar as exposições aos fatores alérgicos são as melhores recomendações.
Segundo a Academia Brasileira de Rinologia, pelo menos 30% da população brasileira sofre com rinite alérgica. Embora nenhum medicamento cure este tipo de alergia, o paciente pode viver bem, mas ao parar com a medicação os sintomas acabam voltando. O tratamento com vacinas, segundo a entidade, é eficaz. Por um longo período, é provável que a necessidade de medicamentos do paciente venha a diminuir, porém os cuidados com a prevenção seguem os mesmos. A vacina, no entanto, só pode ser aplicada sobre prescrição médica.

Diferença entre resfriado, gripe e rinite alérgica
RESFRIADO - O resfriado é causado pelo rinovírus. Possui sintomas leves e, geralmente, o tratamento é rápido. O sintoma predominante do resfriado é a obstrução nasal e são raros os casos em que o paciente apresenta febre ou dores musculares. Os sintomas respiratórios são os mesmos, mas, no resfriado, eles costumam durar, no máximo, uma semana.
GRIPE - A gripe é uma doença infecciosa, causada pelo vírus Influenza. Os sintomas desta moléstia são mais fortes do que os apresentados no resfriado. Os infectados apresentam febre alta, dores musculares e de cabeça, cansaço e obstrução nasal. O ciclo da doença dificilmente ultrapassa 10 dias, tempo que varia conforme o sistema imunológico do paciente. Para o tratamento da gripe, recomenda-se repouso, alimentação balanceada e ingestão abundante de líquidos. O uso de antialérgicos e antitérmicos deve ser administrado conforme orientação médica.
RINITE ALÉRGICA - A rinite é uma inflamação do revestimento interno do nariz. As rinites se caracterizam por quatro sintomas básicos: nariz entupido, secreção nasal, espirros e coceira no nariz. Os sintomas são manifestados logo após alguns minutos do contato com alguma substância que provoca a alergia. Ao contrário da gripe e do resfriado, os pacientes não apresentam desconfortos como dores musculares e de cabeça, febre e indisposições. Para o tratamento deste tipo de alergia, é indicada a limpeza do ambiente, para que sejam tirados os agentes causadores da alergia. Como nem sempre esta limpeza é possível, o tratamento medicamentoso (que inclui vacinas) consiste na imunização do paciente.


Descongestionantes nasais devem ser usados com moderação

Todo mundo já sentiu a desagradável sensação de estar com o nariz entupido. Seja pela rinite, por resfriado, sinusite ou alergia, volta e meia as narinas ficam obstruídas e a melhor saída é apelar para os descongestionantes nasais. Mas as gotinhas que garantem alívio imediato precisam ser usadas com cuidado.
Especialistas alertam que o uso contínuo do líquido vicia, fazendo com que o organismo precise cada vez de uma quantidade maior do remédio para ter o mesmo resultado. Em longo prazo, os descongestionantes podem danificar a mucosa nasal e, até mesmo, provocar problemas cardíacos. Isso porque as gotinhas têm efeito vasoconstritor, fazem com que os vasos sanguíneos do nariz desinchem.
O otorrinolaringologista Olavo Mion, da Academia Brasileira de Rinologia, explica que o nariz é um local muito vascularizado. "Quando entope, há a dilatação das veias, dificultando a respiração".
Olavo afirma que o descongestionante não deve ser usado por mais de três dias seguidos. Com o passar do tempo, a mucosa nasal passa a absorver pequenas quantidades da substância vasoconstritora e isso vai parar na corrente sanguínea. "Esse assunto nunca foi estudado, mas a gente sabe que, se a pessoa usar demais, pode desenvolver pressão alta, taquicardia", avisa.
Márcio Nakanishi, otorrino do Hospital Universitário de Brasília e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, ressalta que é importante saber por que o nariz está entupido. "A primeira orientação é buscar a causa da obstrução nasal. Os descongestionantes são paliativos, é preciso saber o que a pessoa tem de parar e entrar com a medicação adequada".
Já o otorrino Olavo Mion explica que a vasodilatação nasal ocorre como uma defesa do organismo contra infecções ou inflamações. "O vaso incha para tentar matar os germes que estão causando a doença. Na rinite alérgica, há esse mesmo processo, só que, nesse caso, o organismo reage a coisas como o pólen e a poeira".
Em todas as situações, o médico pode receitar descongestionantes orais ou tópicos - caso das gotinhas. A vantagem do líquido aplicado diretamente na narina é que ele age sobre o músculo, fazendo o vaso desinchar.
Segundo Olavo, o descongestionante tópico tem ação alfa-adrenérgica, que simula o efeito da adrenalina no corpo, desobstruindo as vias orais e dando uma sensação de bem-estar instantânea. Mas, ao repetir esse mecanismo diversas vezes, a musculatura começa a não funcionar mais como deveria e o usuário precisa usar cada vez mais gotinhas para manter o conforto nasal.
FONTE: VIDA SAUDÁVEL - PIONEIRO


FOTOS: DIVULGAÇÃO/JS



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