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MULHERES...

13/03/2015 - Por Arlete Salante
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Parte 2*
e os perigosos 50 tons de submissão!

Os 50 tons de submissão nas mulheres se deslocam com as nuances de modernidade, fazem um giro de suposta liberdade e retornam ao mesmo lugar dos contos de fadas nocivos ao desenvolvimento do psiquismo feminino: mulheres inseguras que desconhecem sua força e talento.

A comunicação de massa apela ao padrão fêmea porque encontra ressonância em muitas mulheres.  São distrações que não responsabilizam ou promovam a mulher no lugar social pela inteligência e pelo potencial de ação. Há um reforço da condição feminina historicamente aceita e programada para ser inferior.

Assim, o livro - Os 50 tons de cinza - infelizmente, no topo dos mais vendidos, dá origem ao filme que explora profundamente a submissão feminina pela identificação do complexo de inferioridade, porém com a ilusão de romance. A queda de uma mulher por um homem perverso é a cegueira revestida na fantasia de "amor" que reforça a inferioridade socialmente e a incapacidade perante si mesma.

A submissão é socialmente enraizada, mas velada em muitas mulheres. Nelas a força feminina escapa como frustração tornando-se raiva e depressão quando passa a fase da juventude. A jovem sonhadora de ontem que projeta-se em fantasias é a  mulher que hoje não faz por si, critica os homens ou as outras mulheres que ousam fazer. A queda psicológica ativada por imagens fantasiosas, mesmo que inconsciente coloca a mulher a se consumir em negatividade, vitimização e em jogos de manipulação afetiva com os mais próximos, além das dores físicas e psicológicas.

No geral, as mulheres ainda são educadas para casar como meta maior, mesmo que estudem e se formem a cobrança da família e da sociedade é tanta que gera verdadeira obsessão. Assim, anulam a si mesmas procurando nos romances os príncipes salvadores, iludem-se com os rótulos de rainha do lar e princesinha do papai. Lugares fantasiosos que causam dano na psique feminina porque negam desde a base, o lugar de inteligência e da capacidade de mudanças sociais.

O best-seller  dos 50 tons retrata esta condição feminina. A mulher insegura e submissa não atua com inteligência e se deixa manipular por tipos perversos, faz contratos tácitos ou explícitos e submete-se a situações indignas, age com inocência infantil usando as armas de sedução de uma adulta. A culpa é dos homens? Não, absolutamente. A mulher deve assumir a responsabilidade pelas suas escolhas, conscientes ou inconscientes e amadurecer suas competências.

Sobre INTELIGÊNCIA FEMININA compreende-se que os estudos são recentes, porém exatos. Por muito tempo, mesmo dentro da psicologia, a mulher não foi compreendida na sua graça e capacidade, embora seja reconhecida como um bem que serve a sociedade nos bastidores, promovendo a vida e o bem estar de muitos. 

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*Março Mulher- Edição Especial todo mês dedicado a Psicologia Feminina



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