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Inteligência feminina*

20/03/2015 - Por Arlete Salante
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Parte 3

Parte-se da premissa que a inteligência não tem sexo, mas sim, é percebida e utilizada de modo diferente entre mulheres e homens. Os gêneros são distintos e ao mesmo tempo permeados de potenciais que podem ser complementares. Uma vez compreendido isso, seguem alguns aspectos que promovem a perda da inteligência na mulher.

A mulher inteligente quando encontra outra inteligente respeita e reconhece, valoriza, se alia a ela, busca aprender com ela, torna-se parceira de ação para juntas fazerem mais. Infelizmente, estas são poucas ainda. Muitas mulheres ao se depararem com uma mulher que buscou mais e se destaca por inteligência e ação, entram em insegurança negando espaço ou sabotando. Para sua pseudossegurança procuram cercar-se com aquelas que não oferecem ameaça ao seu ambiente, porém também não trazem desenvolvimento. Assim nas empresas, o erro de gestão já é dado desde a contratação, quando na seleção eliminam-se as mais espertas e inteligentes, para escolher os medianos não tão capazes (este tipo de escolha também é feito por homens inseguros, porém em menor escala).

A insegurança, em especial a feminina, precisa ser tratada na sua raiz, em espaço psicoterapêutico capaz de buscar a origem da autossabotagem na inteligência. Caso contrário todas perdem, perde também a sociedade.

A insegurança ou o desconhecimento do potencial gera o hábito de se comparar as outras mulheres, agindo psicoemotivamente e se colocando fora da  vida. Quando a psique feminina fixar-se em outra já está em guerrilha interna, e certamente não são as outras a fonte das suas frustrações. Logo, não é necessário eliminar ninguém. Inteligente é aliar-se para crescer juntas!

A comparação é inútil, tem origem escusa e não eleva a mulher. Faz a redução da pessoa, a retaliação da outra, promovendo a paranoia e a obsessão ao investir energia ao vazio.

É comum ouvirmos que "uma mulher se veste para outra mulher", fato que revela a superficialidade das relações. Uma mulher deve vestir-se para si, de modo a respeitar e valorizar sua inteligência, fazendo-se bela, escolhendo seu estilo. Vestir-se bem como sinônimo de autoestima ou em sinal de respeito às pessoas e ambientes, retrata o refinamento da estética interior.

Cada mulher deve ser coerente com seu potencial de inteligência e responsabilizar-se pelas virtudes próprias com seriedade. Reconhecer por si do quanto é capaz e buscar seu aprimoramento.  Exatamente como explica a Bíblia na parábola dos talentos. Afinal, a vida traz regras de meritocracia, mesmo que existam as regras da cultura de cada sociedade.

 A inteligência se desenvolve na busca do aprimoramento contínuo, com formação, estudo, ação prática e autoconhecimento. Por isso o conceito live long learning** é um estilo cada vez mais adotado por pessoas e empresas que querem seguir avançando.


*Março Mulher - Edição Especial dedicada a Psicologia Feminina
**Em tradução livre: vida de aprendizado contínuo



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