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MULHERES E O EMPREENDEDORISMO¹

27/03/2015 - Por Arlete Salante
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A revista Pequenas Empresas Grandes Negócios publicou uma matéria sobre quatro pontos vulneráveis do empreendedorismo feminino: 1)falta de exemplos e mentores; 2)visão de sucesso e de fracasso; 3) falta de acesso a crédito e; 4) as mulheres fazem menos networking e tem capital social menor. Sobre este último aspecto, diz a matéria : "as mulheres participam de menos redes profissionais e de negócios. Conhecer pessoas e fazer networking é fundamental para quem empreende: seja para se atualizar na área, ficar por dentro de iniciativas e gerar oportunidades até para criar contatos estratégicos para avançar nos negócios. Outra vantagem de redes do tipo é aproximar mulheres que passam por situações semelhantes, para que se apoiem e tenham em quem se espelhar. Esses exemplos, são importantes para fortalecer nossa autoestima e nos fazer acreditar que somos capazes."

Parece que se revela aí uma incoerência do comportamento, afinal um dos talentos femininos é a capacidade em se relacionar. Mulheres adoram bater um papo, conversam entre si, mas não usam esta capacidade para business se apoiando mutuamente. O seu negócio não ganha prioridade nas relações. Talvez por baixa-estima, medo, vergonha ou conflito em se exporem como empreendedoras, líderes ou profissionais.

A educação da mulher ainda privilegia o gênero, foca na condição de ser mulher e não enfatiza em desenvolver a inteligência de ação. Cria uma condição de falsa dependência dos outros e nas relações amorosas fragiliza a mulher que acredita depender do homem, embora seja uma pessoa de ação.

Muitas mulheres sofrem uma culpa inconsciente por conquistarem mais do que a mãe ou as mulheres da família alcançaram na vida. Vem o peso do "ai de ti" se aparecer e tomar lugar social de destaque. Historicamente as mulheres entregam o comando aos homens. É uma posição cômoda, mas ao mesmo tempo é a negação da própria inteligência e capacidade em liderar.
Falta a muitas mulheres a condição delas próprias se autorizarem em ir mais longe ou estão assumir que desejam ser mais do que são e aprimorarem-se profissionalmente e psicologicamente. A ambição é a agressividade natural do ser humano direcionada para o resultado, não é pecado!

  No universo feminino que se educam os homens, logo as mulheres sempre estiveram com a faca e queijo na mão para formar uma sociedade de visões complementares. Mas, diante da oportunidade real, copiam o modelo recebido de mães e avós, dão o primado aos homens. Reproduzem o machismo dentro dos próprios lares tratando de modo diferenciado os filhos homens das filhas mulheres.

Em meio a um caldeirão de história, modelos fixos, ameaças veladas de mulheres para mulheres e de homens para mulheres, busca-se a igualdade de direitos civis, sociais, profissionais na prática. Mas, para isso é preciso mudar uma cultura milenar a cerca da mulher, a começar colocando a inteligência de cada uma em ação. Buscando valorizar e desenvolver o potencial adormecido que tem em si.

¹Março Mulher - Edição Especial dedicada a Psicologia Feminina



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