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O perigo dos remédios sem as elaborações psicológicas dos sofrimentos

24/04/2015 - Por Arlete Salante
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A busca por um remédio que resolva imediatamente os sofrimentos psicológicos é cada vez mais usual entre as pessoas que não sabem ou não compreendem que os sintomas como ansiedade, depressão, insônia, fobia, etc., estão denunciando que algo não está bem em alguma área da vida ou em várias áreas da vida. 

O perigo de passar a existência sem assumir as rédeas da vida e aprender com cada situação se dá quando o sofrimento é amortecido pelo medicamento. Sem voz a denúncia distancia-se da consciência que já faz escolhas distorcidas, incoerentes com a realidade da própria existência.

 Tratar com ansiolíticos e antidepressivos sem psicoterapia é abafar um grito desesperado da vida. Os sintomas de sofrimento psicológico denunciam a condição real do sujeito que se cala pelo medicamento para forçar a permanência na estagnação.  Torna-se apenas, mais uma via de alienação, entre tantas, que já promovem a divisão interna. 

A busca de equilíbrio pela química cerebral é, muitas vezes, um alívio imediato permeado por uma promessa de felicidade e bem estar fácil, que só muda a aparência dos fatos, não a essência. A infelicidade mascarada custa à vida. 

Amortecer o sofrimento de um luto, uma perda ou qualquer outra passagem de vida que gera dor é perder oportunidade de crescer e desenvolver-se, de recomeçar a vida a partir do seu íntimo. O fim de um ciclo profissional pode ser negado por medo de encarar o desenvolvimento de outras habilidades. Assim como, o luto pela morte de uma pessoa querida possibilita compreender melhor a vida e o próprio lugar dentro dela. Negar fatos reais racionalizando justificativas é criar sofrimento para si mesmo e para os que estão a sua volta.   

A saída mágica dos problemas não existe. É preciso compreender o humano como capaz de realizar sua vida, independente das situações desafiadoras que a vida coloca, de erros que tenha cometido contra si mesmo ou ainda, das escolhas que não mais correspondem a sua realização atual. 

Os tratamentos meramente medicamentosos, independente do transtorno psicológico, buscam as saídas mágicas. Bandeira que a nossa cultura consumista defende com a satisfação imediata. São prazeres artificiais pré-fabricados e receitas prontas, mas sem aprendizado. 

A psicoterapia Humanista-Existencialista conduz a compreensão das tarefas e dos desafios que a vida propõe. Com coragem e humildade você pode assumir a si mesmo de forma autorrealizadora, satisfatória e gratificante. 




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