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Psicoterapia Humanista-Existencialista

01/05/2015 - Por Arlete Salante
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"O prazer no trabalho aperfeiçoa a obra"
Aristóteles

O Humanismo, desde o período pré-socrático (sec. V a. C.), passando pelo movimento renascentista (sec. XV-XVI) reconhece o valor do homem em sua totalidade e diferencia-se pelas concepções de liberdade e natureza do ser humano.

A psicologia Humanista- Existencialista nasce da análise do homem, da sua psique, e tem como primeiro problema realizar o ser humano. Busca encontrar a causa para além dos fatos que o sujeito apresenta, ou seja, o que determina o comportamento humano e seus efeitos.

Uma das questões recorrentes no Humanismo é a busca de sentido e significado atribuído à vida. Quando a vida perde o sentido e os significados, surgem as alterações emocionais até que se instale alguma doença psicológica.

Assim como o Humanismo, o Existencialismo também tem diretrizes filosóficas. Ex-sistire: começar a ser, vir de alguma coisa, sair de si e projetar a si mesmo, estar em relação com o mundo.

Na abordagem Humanista-Existencialista há uma postura de tornar-se humano frente aos outros e frente à vida, resgatando o sentido e na totalidade do existir.

Existem várias abordagens psicológicas de psicoterapia que partem de diferentes visões de ser humano. Em algumas abordagens valoriza-se mais a técnica e em outras a visão de ser humano se pauta pelo homem doente sem possibilidade de cura e em permanente falta, esquecendo-se de questões básicas como a relação humana e o sentido do ser.

A função do psicoterapeuta Humanista-Existencialista é corrigir as reflexões da consciência a fim de que sejam conforme a intencionalidade de natureza de cada pessoa, conforme as necessidades próprias e exclusivas de cada humano.

Um psicoterapeuta que tenha resgatado conhecimento de natureza é livre e isso significa não ler os fatos conforme as ideologias viventes, modelos culturais, sociais, familiares, mas a partir do projeto existencial que a natureza da pessoa traz.

A exatidão do psicoterapeuta resulta da liberdade de Ser que ele próprio alcançou. Ser exato é operar sobre o fenômeno que o paciente apresenta, resgatando a natureza humana.

Compreende-se que fazer psicoterapia é chegar ao ponto da consciência que precisa mudar, é encontrar a motivação, muitas vezes inconsciente, que induz ao erro e à autossabotagem.




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