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Os meus, os teus e o nosso

08/05/2015 - Por Jornal Semanal
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Tânia Muniz e Cesar  Fontoura são o retrato de uma nova composição da família brasileira. Do primeiro casamento, ela tem dois filhos, Flávia e João Arthur e ele as filhas Ana Francisca e Lísia. Em comum, o casal é pai de Julio Cesar, 7 meses de idade

Famílias reconstituídas, formadas por pais separados, com ou sem filhos; casais homoafetivos, com dois pais ou duas mães. Enfim, a nova configuração dos relacionamentos faz com que se amplie o conceito de família nos dias atuais. Nestes casos, o formato não importa. O importante é o valor que se dá a esta relação familiar e que nela imperem valores como o amor, o diálogo e o respeito.

Um exemplo de família reconstituída é a de Tânia Beatriz Muniz, 42 anos, advogada e funcionária pública; e Cesar Ferreira da Fontoura, 53 anos, professor e vereador.

O casal de Três de Maio mora junto há seis anos. Do primeiro casamento, ela tem dois filhos, Flávia, 21 e João Arthur, 17 anos e Cesar é pai de Ana Francisca, 28 anos e Lísia, 24 anos. Em comum, os dois são pais de Julio Cesar, 7 meses de idade.

Convivência em harmonia
Quando decidiu pela convivência em conjunto, Tânia morava com os  dois filhos e Cesar morava com a filha mais nova. Por um bom período o casal morou com os três filhos. "A convivência sempre foi tranquila. Acredito que a idade das meninas foi um fator positivo, pois quando são maiores tem maior compreensão e torcem por nossa felicidade".

Um tempo depois, quando Flávia e Lísia sairam de casa para estudar, apenas João Arthur permaneceu. "Assim surgiram os primeiros sintomas da Síndrome do Ninho vazio. Com a Flavia estudando fora, a Ana e a Lisia em Porto Alegre, começamos a nos dar conta que em breve iríamos ficar sozinhos e a ideia não nos agradava, pois sempre gostamos de casa cheia".

A chegada de Julio Cesar
Com a nova família já estruturada, mantendo a boa convivência, a ideia de ter um filho em comum foi amadurecendo para o casal. "Tornou-se o nosso sonho em comum. Até que em fevereiro de 2014, depois de meses de espera, para nossa felicidade a gravidez foi confirmada", conta.

Tânia recorda que no início vieram as preocupações. "Uma gravidez aos 41 anos é considerada de risco. Mas com o cuidado e preocupação dos médicos que me  acompanharam, o amor da família e a vontade de ser mãe novamente, as angústias deram lugar a ansiedade, curiosidade, expectativa e muito amor".

Em 2 de setembro de 2014, nasceu o pequeno Julio Cesar, para completar a felicidade da família. "Acreditamos em anjo. JC como é chamado carinhosamente por todos, é um anjo que Deus nos enviou para nos unir ainda mais. Ser mãe e pai aos 42 e aos 52 é muito diferente. Imagina uma família onde todos são adultos como foi a chegada de um bebê?", comemoram.

Filhos sempre vêm em primeiro lugar

A chegada de Julio Cesar trouxe algumas mudanças na rotina, nos gastos, na organização de horários, mas tudo é recompensado, afirma Tânia. "Acordar de manhã e ver aquele sorriso lindo, chegar em casa e ver ele vibrar com tua chegada é maravilhoso".

Tânia garante que os filhos sempre estiveram em primeiro lugar na sua vida. "Sou uma mãe durona, brava, xingo, brigo castigo quando precisa, mas também dou muito amor, muita proteção e trabalho manhã, tarde e noite para dar a eles o melhor que posso".

Atualmente, ela conta que consegue conciliar a vida familiar com o trabalho, apesar de trabalhar nos três turnos. "Claro que gostaria de poder curti-los mais, mas sempre que posso me organizo para ficar o maior tempo possível com eles e todos colaboram e também compreendem que qualidade é muito mais importante que quantidade de tempo", avalia.

Para isso, ela também conta com a ajuda de uma babá e do marido Cesar, que ajuda muito  na organização das tarefas domésticas, nos cuidados com o Julio Cesar, entre outras tarefas.

Mantendo o amor e o respeito pelos filhos um do outro
Tânia e Cesar afirmam que tentam sempre resolver tudo de forma mais leve, procurando não misturar os papeis, pois o papel de madrasta e padrasto é fundamentalmente diferente do papel de pai e de mãe. "Assim mantemos o amor e o respeito pelos filhos um do outro", declaram.

Para eles, a maior felicidade é reunir a família. "Família essa que podemos chamar de reconstituída, que é uma realidade mundial. Desde que o JC nasceu, a prioridade é nos reunir para curti-lo, pois agora temos um motivo maior para juntar a filharada e encher a casa. Imagina uma casa com pai, mãe, cinco filhos e mais os genros! Amamos a casa cheia e eles (filhos) também adoram estar em casa".
 
Apesar da distância diária, os pais mantém contato direto com os filhos. "Estamos sempre conectados e a vida de cada um é compartilhada minuto a minuto (coisas que a era digital nos proporciona). E também assim, eles conseguem acompanhar o crescimento do irmão de pertinho".

Os meus e os nossos filhos
O casal revela que, com o passar do tempo e as relações passadas, aprenderam muitas coisas. "Hoje soubemos o que queremos e o que não queremos mais pra nós. Nossos filhos sabem do amor, do carinho que sentimos um pelo outro, do respeito e do cuidado que mantemos, e assim querem a nossa felicidade. E, é isso que passamos para eles, e por conta disso eles aprenderam a gostar e cuidar um do outro como irmãos de sangue". Sobre a grande família, o casal destaca: "Podemos dizer: os meus, os teus e o nosso, mas preferimos os meus e os nossos filhos", concluem.

Na foto: Tânia Beatriz Muniz e Cesar Ferreira da Fontoura, e os filhos: Ana Francisa, Lísia, Flávia, João Arthur e Julio Cesar, de 7 meses de idade.

FOTO: NAIR E VERÔNICA LOTTERMANN



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