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Polêmica religiosa...

22/06/2012 - Por Marcos Salomão
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Chamou a atenção de todos nós, a polêmica criada em Bom Princípio/RS, onde um menino de 13 anos, autista, se preparava para receber a primeira eucaristia, junto com outras 34 crianças, quando o padre pediu que o garoto fosse retirado da fila.  Para o padre, o menino não poderia receber a hóstia porque não teria compreensão do ritual. A família ficou indignada, além de constrangida. O caso ganhou repercussão nacional e a comunidade de Bom Princípio não aprovou a atitude do padre. O Bispo agora analisará os fatos.
Alguns padres tem atitudes curiosas. Não todos. Polêmicas religiosas sempre são um furacão em qualquer comunidade.
Certa vez, em uma cidade que eu e minha família morávamos havia um padre novo na localidade. Recém chegado, alterou algumas normas.
Quando Elis, minha esposa foi encaminhar o batizado do nosso filho mais novo, Henry, ela foi informada que ele não poderia ser batizado porque a família estava em atraso com o dízimo. Ela pediu para falar com o padre e ele disse que agora as normas tinham mudado e, como não estávamos em dia, teríamos que contribuir por um ano, para então batizar o pequeno. Ela perguntou se poderia fazer o pagamento todo de uma vez só e o padre não aceitou. O pagamento teria que ser mensal, durante um ano.
Na mesma semana abri o jornal e havia uma nota de agradecimento de uma família local, ao padre da cidade vizinha, que tinha aceitado batizar seu filho. Eles também enfrentavam o mesmo dilema, e o mais curioso é que esta família, de tradição, havia ajudado inclusive na construção da Igreja.
Bom, não desanimei. Pensei comigo: "Vou à Igreja e convencerei o padre! Sou bom em relacionamentos. Quem sabe é um mal entendido. Afinal, sempre contribuí com a Igreja, inclusive na sua reforma e pintura. Vou lá tomar um café e conversar"
Resultado: voltei de lá sem tomar o café e com um não bem grande. Só me restou ligar para minha mãe em Porto Alegre e contar o episódio. Após ouvir a história ela disse:
"Capaz que o meu neto ficará sem batismo! Trás ele para cá!"
Descemos a Porto Alegre e batizamos o pequeno Henry. O padre lá foi muito gentil e pediu desculpas pelo ocorrido. Não me cobrou nada, óbvio!
Retornamos para o interior e seguimos a vida normalmente. Quando trocou o padre, tudo se normalizou. Almoçamos com o novo padre que também se desculpou pelo ocorrido e a vida seguiu normalmente.
Como em todas as profissões e funções, existem pessoas que trabalham para toda uma sociedade e outras que trabalham criando alguns probleminhas. Não escaparemos de encontrar, durante toda nossa jornada, algumas pessoas que fazem questão de dificultar as coisas, mas se procurarmos bem, sempre encontraremos também aqueles que querem ajudar e estão dispostos a cooperar. Lamentável o que ocorreu em Bom Princípio/RS. Tirar o garoto da fila, durante a missa, foi constrangedor para a família e também para os católicos.

Das minhas leituras da madrugada:
"As dificuldades fizeram-se para serem vencidas."
Barão de Mauá

Um ótimo fim de semana a todos...

Oficial do Registro de Imóveis e Tabelião de Protestos
Pós-Graduado em Direito Notarial e Registral

Acesse o site e saiba mais: www.marcossalomao.com.br



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