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Qual o lugar da Psicologia na sociedade? i

15/05/2015 - Por Arlete Salante
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Bem no fundo
Bem no fundo, bem lá no fundo,
A gente gostaria de ver nossos problemas
resolvidos por decreto.
A partir desta data, aquela mágoa sem remédio
é considerada nula e sobre ela
- silêncio perpétuo - extinto por lei todo remorso.
Maldito seja quem olhar para trás, lá pra trás
não há nada e nada mais.
Mas problemas não se resolvem,
Tem família grande, e aos domingos saem todos para passear
O problema, sua senhora e outros pequenos probleminhas.
Paulo Leminski

Qual o lugar da Psicologia na sociedade? i
Será que a procura por serviços de Psicologia só podem acontecer diante de situações problemáticas extremas ou quase?
A população no geral, por suas diversas justificativas, segue a maneira de só cuidar dos problemas humanos depois que eles se tornaram sérios ou irreversíveis!

Mas a Psicologia, assim como pode ajudar nas áreas onde há mais problemas, também atua nas áreas onde é possível evitá-los, ou nas quais seja possível promover melhores condições para o desenvolvimento da vida humana, mesmo que não existam problemas identificados.

Os psicólogos contribuírem para evitar que os problemas aconteçam ou existam. Contribuem com a identificação, a análise e a construção de condições que aumentem a probabilidade de maior qualidade naquilo que as pessoas fazem em suas interações. Cada fase da vida envolve aspectos diferentes na interação com o mundo. O modo com o qual nos defrontamos a cada momento é determinante para obter resultados positivos ou conflituosos, saúde ou adoecimento, sucesso ou fracasso.

Não é suficiente uma profissão dedicar-se a "curar" ou "remediar" problemas. É necessário atuar também para "prevenir" ou "impedir" que os problemas aconteçam ou existam.

Mas é possível ir mais longe, criando condições para promover melhores comportamentos na sociedade. Em qualquer instância de atuação: em gestão de pessoas em empresas, escolas e hospitais, no despertar da criatividade dos colaboradores, em psicoterapia na compreensão dos conflitos e sofrimentos afetivos, familiares e profissionais e ainda, com os mais diferentes agentes sociais, inclusive os da classe econômica social, cultural e econômica de maiores conquistas, em relação à maioria da população em condições mais precárias de vida. 

 i Adaptado do livro - Escritos sobre a profissão de psicólogo no Brasil 2010




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