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Desemprego no setor metalmecânico

22/05/2015 - Por Jornal Semanal
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AGCO anuncia demissão de 90 funcionários e férias coletivas em junho. Na John Deere, até o momento, não há previsão de redução do quadro de pessoal

A crise econômica reflete em demissões no setor industrial metalmecânico brasileiro. Especialmente no Rio Grande do Sul, de janeiro a março, foram quase 700 postos de trabalho a menos. E mesmo após a colheita de uma boa safra de grãos no Estado, predomina um cenário de incertezas para o segundo semestre do ano.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), Cláudio Bier, o setor metalmecânico começou a sentir agora o que os outros setores da indústria sentiram há mais tempo. "A indústria resiste a demitir, pois é caro treinar e buscar trabalhadores no mercado após o período de crise", declara Bier, que aposta em um segundo semestre melhor do que o primeiro.

Contudo, as demissões já se tornaram realidade na região Noroeste. Um exemplo vem da unidade da ACGO de Santa Rosa que, dentro das 147 demissões anunciadas em abril, reduziu ao número para 90 funcionários e deu início ao processo de desligamento no dia 7 de maio.

Por nota, a AGCO explicou que "realizou em abril plano de demissão voluntária na unidade de Santa Rosa, e segue com o plano de demissão involuntária". A justificativa é a necessidade de ajustes em função das demandas do setor no país, que registra queda de vendas.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Santa Rosa, João Roque dos Santos, enfatiza que a entidade negociou com a empresa para que os direitos dados aos outros funcionários fossem garantidos, ou seja, além das verbas rescisórias normais um salário a mais e a manutenção do plano de saúde por mais 90 dias, e a empresa concordou com esta proposta.

João Roque disse ainda que empresa dará férias coletivas aos funcionários no mês de  junho. "Estaremos vigilantes, pois existe uma contradição neste cenário pois a empresa ao mesmo tempo que demite está com um alto índice de horas-extras, e se isto continuar após estas demissões, tomaremos as medidas cabíveis por que não há como explicar este fato", enfatizou o sindicalista.

Na região, mais de 1,2 mil trabalhadores perderam seus empregos em pouco mais de um ano
De acordo com João Roque, de janeiro de 2014 a fevereiro de 2015, já foram efetuadas mais de 1,2 mil rescisões de contrato no sindicato dos metalúrgicos. Parte desses trabalhadores, diz o dirigente, está migrando para outros setores, como indústrias frigoríficas, por exemplo. "A recolocação no mercado de trabalho está complicada, pois a economia como um todo está parada neste momento. A construção civil era o refúgio quando a indústria metalmecânica demitia, mas agora está retraída também", completa Santos, temendo novas demissões no setor nos próximos meses com um eventual agravamento da crise no Estado.

Sindicato de Horizontina não prevê desligamentos no momento
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina, Irineu Schoninger adianta que, no momento, não há informações sobre desligamentos nas indústrias do setor. "Claro que o sindicato é o último a saber, mas, por enquanto, estamos tranquilos. Na John Deere, por exemplo, os funcionários estão trabalhando normalmente, e não estão sendo feitas rescisões", assegurou.

O sindicato tem sede em Horizontina e atuação em Três de Maio e outros 10 municípios. Nesta microrregião, são em torno de 5 mil trabalhadores no setor.

A última demissão em massa na John Deere ocorreu em outubro de 2014, quando mais de 170 trabalhadores foram desligados.

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