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Economia para Consumo

05/06/2015 - Por João Seno
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À GUISA DE COMENTÁRIO - DEUS AJUDA - A quem? A quem madruga, como diz o velho e surrado ditado. Quer nos parecer que Deus não se mete nessas coisas. Tem muito mais do que fazer e cuidar. Só que há aqueles que nem professam fé alguma, acreditam que Deus ajuda a quem madruga. Coisa nenhuma! Deus ajuda a quem trabalha e luta. Seria, talvez, este o melhor enunciado para um ditado correto e verdadeiro. Em outras palavras: cada um precisa ajudar-se. Não pensem que alguém que levanta de madrugada para fazer nada, a não ser tomar chimarrão e escutar baboseiras no rádio, seja por Deus ajudado. Se, no entanto, levanta a desoras para preparar o pão que o povo vai comer no que o sol levanta, Deus está lá ajudando a preparar a folha de pagamento no fim do mês. Então, convém trocar o ditado velho e surrado por outro. Sim, porque Deus ajuda e muito a quem trabalha e luta, sem discriminação religiosa. Cumpre saber que tem hora para tudo: para a reza e para o trabalho. Pouco ou nada adiantaria ficar o tempo todo rezando, para que caíssem benesses do céu. Agora, uma coisa é certa: é preciso ter fé.

EUFEMISMO PARA ENGANAR BOBO - O tal de contingenciamento é eufemismo para enganar bobo. A palavra correta seria corte drástico. Há os que gostam de ser enganados, por isso os aproveitadores têm tanto sucesso.
BILHÕES A MENOS - São quase 70 bilhões que vão deixar de circular. E isso é a mesma coisa do que anunciar que 70 bilhões de toneladas de comida vão faltar no mercado. Com certeza, o povo correria aos supermercados que nem loucos para se abastecer. No caso dos cortes drásticos do governo, é dinheiro que não vai circular no mercado. Pode salvar o governo e perder a economia.

CORTES, CORTES E MAIS CORTES - São 69,9 bilhões para não dizer 70 bilhões os cortes anunciados pelo governo. O autor, ou os autores da proeza nem apareceram no anúncio e o abacaxi ficou com o ministro de Planejamento, Nélson Barbosa. Trata-se do maior bloqueio no orçamento da história do País. Os cortes anunciados foram: PAC - 25,7 bilhões; emendas parlamentares: 21,4 bilhões; e mais 33,9 bilhões de outras despesas. A saúde perde R$ 11,8 bilhões; a educação R$ 9,4 bilhões, os transportes R$ 5,7 bilhões e defesa, R$ 5,6 bilhões. Os municípios, que dependem das emendas parlamentares, para implantar obras, vão gemer em 2015. Onde estavam a presidente Dilma Rousseff e o ministro Joaquim Levy no anúncio dos cortes? Escondidos, com certeza.

O MAU ATENDIMENTO TRAZ O INSUCESSO. E A IMPONTUALIDADE, INCLUSIVE.

CRESCE DÍVIDA -
Má notícia: a dívida pública cresce mais. Subiu para R$ 2,441 trilhões em abril. Crescimento de 0,42%. Enquanto isso, os municípios devem terminar o ano sem débitos.

MUDANÇAS - Enquanto a presidente Dilma passeia de bicicleta em Brasília, o povo quer mudanças. Só que a bicicleta não tem dispositivos para engatar mudanças. Por enquanto, as mudanças são apenas no bolso do povo. Quem nesta altura da nossa história não quer aumento salarial, para compensar a inflação anual que supera os 8,5%?

PRESIDENTE VIROU - As costas para os prefeitos na XVIII Marcha dos Prefeitos a Brasília, que terminou, no dia 28 de maio, organizada pela CNM e a Famurs. Os prefeitos receberam a atenção dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. Os mandatários municipais querem mais retorno, mas nem atenção receberem, muito menos, mais dinheiro.




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