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Compras em brechós caem no gosto dos três-maienses

12/06/2015 - Por Jornal Semanal
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Em tempo de dinheiro curto e a preocupação com o consumo responsável, as compras em brechós são uma boa opção. Nos últimos cinco anos, o setor cresceu 210% em todo o país. Três de Maio oferece pelo menos três lojas do ramo onde o consumidor pode garimpar verdadeiros achados, com preço pela metade de um novo

Mercado de brechós cresce mais de 200% no país nos últimos cinco anos
O Rio Grande do Sul conta com cerca de 1,2 mil estabelecimentos de artigos usados de pequeno porte

O mercado de brechós está em alta no Brasil. Levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que no comércio varejista de artigos usados, o número de pequenos negócios - aqueles com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões - cresceu 210% em cinco anos, passando de 3.691, em 2007, para 11.469, em 2012.

No último dia 28 de maio, em Porto Alegre, ocorreu o Fórum de Debates sobre o Mercado de Brechós, que reuniu empresários de moda que atuam no nicho de brechós. No evento, o foco foi discutir com os donos dos pequenos negócios como eles podem inovar para se diferenciar no mercado. O encontro também abordou o comércio on line de roupas usadas, experiência de compra e a importância do associativismo entre os empresários.

Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com cerca de 1,2 mil estabelecimentos de artigos usados de pequeno porte. Em 2007, o estado contabilizava aproximadamente 300 lojas do segmento.

Conforme os consultores do Sebrae, por representar um mercado de baixo risco - já que a concorrência ainda é pequena, o público é bem diversificado e o investimento inicial é relativamente baixo -, os brechós surgem como boa oportunidade de negócio para quem deseja abrir uma empresa.

Brechós caem no gosto dos três-maienses
Em Três de Maio, o mercado de brechós infantil e de moda masculina e feminina está em evidência. Todos os empreendedores do ramo garantem: é rentável, tem clientela fixa, ou seja, é um bom negócio.

Em funcionamento há um mês, o brechó de roupas e calçados femininos de propriedade de Tatiane Jussara Baun, ganha clientes a cada dia. Para ela, o sucesso de um brechó depende do cliente saber que vai encontrar peças conservadas, em bom estado. Além disto, todos os artigos são lavados e higienizados antes da venda.

Tatiane ressalta ainda que sempre gostou de brechó, por ser um negócio diferente, que atrai as pessoas pelo valor das peças, que são mais em conta. "Agora, dois fatores auxiliam no movimento da loja: o inverno e a crise. Como tudo está tão caro, as pessoas procuram produtos com valores mais acessíveis, sem perder a qualidade. Um casaco de lã batida, por exemplo, que custaria em torno de R$ 300,00, no brechó sai em torno de R$ 80,00, em bom estado para utilização", detalha.

Em outro brechó, que está em atividade há pouco mais de um ano, o foco é roupas e calçados masculinos, mas também são comercializados artigos femininos e infantis. A proprietária Rosana Schneider Walter conta que a ideia de ter brechó é uma tradição de família. "Surgiu com a vó do meu marido que tinha brechó em Porto Alegre, há mais de 10 anos. Desde então, um tio, uma tia, minha cunhada e minha sogra também abriram. Depois foi a minha vez", destaca.

Rosana ressalta que para ter um brechó é preciso estar atento ao que o público quer. "Os produtos estão em bom estado e é importante que a pessoa olhe e não perceba que foi usado. A mercadoria tem que estar inteira", explica.

Nesta época, ela assinala que aumenta a procura pelos casacos, blusões, calças e camisas, que se tornam uma opção econômica de compra. "O brechó é uma alternativa viável, tem a questão da sustentabilidade, do meio ambiente. E para o empreendedor, traz retorno assim como qualquer atividade do comércio, que tem seus altos e baixos. Tem que acertar e reconhecer o público para saber o que oferecer. É é uma atividade que vale a pena", conclui.

Em Três de Maio, além das lojas físicas, existem nas redes sociais uma grande variedade de brechós virtuais. A alternativa de comprar ou vender as roupas pela internet, através dos diversos sites especializados nesse tipo de negócio também é uma tendência que cresce a cada dia.

"Ideia surgiu da necessidade de vestir minha filha", revela empreendedora
Daiany Kipper, 31 anos é a empreendedora do brechó infantil. Professora de Português, concursada da prefeitura de Três de Maio, ela atuava na área quando ficou grávida. Ao ver o preço das roupas infantis e levar um susto, principalmente na comparação pelo pouco tempo de uso e o valor tão elevado, visitou brechós infantis em Porto Alegre e ficou apaixonada. "A ideia surgiu pela minha necessidade de vestir minha filha", revela.

Na época, a filha Serena nem tinha um ano. Hoje, tem cinco, e o brechó completou quatro, em 17 de março. "Posso dizer que vesti minha filha até então. É certo que também compro roupas novas pra ela, mas a maioria eu aproveito daqui", conta a empreendedora.

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