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Um país para quem trabalha

19/06/2015 - Por Jornal Semanal
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 Levi Ceregato*

Considerando ser a improbidade uma das principais causas da atual crise econômica brasileira, conclui-se que a ação danosa de corruptores e corruptos tem um peso proporcionalmente muito grande para o País em relação ao percentual que eles representam no conjunto da sociedade. Nosso povo tem boa índole, é trabalhador, não se espelha na desonestidade da minoria de oportunistas e espertalhões e não se sente representado por políticos desprovidos de integridade e ética no exercício de cargos públicos.

Por esse motivo, é muito importante a ação da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário nas investigações, denúncias e imputação de penas àqueles que realmente tiverem culpa nos processos relativos ao petrolão, o maior escândalo de nossa história. As punições legais evidenciam que o beneplácito da impunidade vai se tornando algo do passado e reforçam a atitude proba da maioria dos brasileiros, resgatando sua dignidade como cidadãos.

Os episódios do mensalão, que levou aos tribunais e às prisões políticos poderosos e empresários milionários, até então intocáveis, e da Petrobras, que motivou a detenção de numerosos dirigentes de grandes empresas, membros de partidos e executivos da estatal, precisam ser emblemáticos como mensagem clara a todos os duzentos milhões de habitantes deste país: vale a pena ser honesto, trabalhar e ganhar a vida sem cobiçar o dinheiro alheio e dos impostos pagos por todos.
 
Os empresários e trabalhadores honestos deste país, que são efetivamente a grande maioria da força representativa do capital e trabalho, já foram duramente prejudicados pela ação deletéria da minoria. Terão de trabalhar muito para pagar uma conta que jamais foi sua, pois a crise econômica, que tem, sim, a corrupção dentre suas causadoras, custará sangue, suor e lágrimas para quem precisa manter seus negócios, postos de trabalho e investimentos. Mais do que nunca, deve-se valorizar a atitude honesta dessa maioria anônima de empresários e trabalhadores que são os protagonistas reais da verdadeira História do Brasil.

Este não é o país de quem quer levar vantagem em tudo; esta é a Nação dos ribeirinhos que na madrugada amazônica estão trabalhando no grande rio. Este não é o país do jeitinho; esta é a nação dos empresários sérios e laboriosos, responsáveis com seus empreendimentos e funcionários. Este não é o país do oportunismo aético; esta é a nação dos trabalhadores das grandes cidades, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, que madrugam nos pontos dos ônibus para seguir aos seus empregos; é a terra do agronegócio, do empreendedor rural e do trabalhador do campo, que ganha a vida na dignidade de sua enxada; esta é a pátria dos estudantes, professores, pesquisadores e da comunidade cientifica, cuja contribuição é imensa.

Precisamos, de modo definitivo, desprezar os estigmas que carregamos como as marcas de uma pretensa cultura da esperteza amoral. Não somos assim. Somos trabalhadores, corretos e íntegros! Deixemos a pecha da malandragem para a minoria que realmente a merece. Que deles cuide a Justiça! Ao prestigiarmos os honestos, valorizamos a maioria de nossa gente, ganhando fôlego e energia para vencer a crise e reabilitar um importante aspecto de nossa cultura, este sim verdadeiro: a capacidade de ser feliz!

* Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional).




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