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Cultivo protegido reduz em até 90% a utilização de fungicidas nos parreirais

28/09/2012 - Por Jornal Semanal
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Na cultura de uvas as condições climáticas verificadas, principalmente as temperaturas elevadas, vêm estimulando o despertar das vinhas. Durante esse período os cuidados com a plantação de videiras se baseiam nas podas e tratamentos foliares, já outras se encontram em brotação das folhas e floração.
Uma tecnologia que pode reduzir em até 90% a utilização de fungicidas nos parreirais. Trata-se do cultivo protegido de videiras. "A cobertura plástica tem por objetivo evitar o molhamento das plantas, impedindo que se criem condições para a ocorrência de fungos", explica o agrônomo da Emater/Ascar de Taquara, Felipe Dias Pereira.
O cultivo protegido de videira está em expansão no Brasil, sendo adotado especialmente por produtores de uva de mesa e vinhos finos. "Em alguns casos, o produtor consegue diminuir 100% o uso de fungicidas, obtendo um fruto de melhor qualidade", destaca Pereira.
Para ampliar a vida útil da cobertura plástica que reveste os parreirais, alguns cuidados devem ser tomados durante a instalação da estrutura. Conforme Pereira deve-se evitar a formação de pontas que possam rasgar a cobertura e o contato direto dela com madeira, arames ou pregos. "O atrito com estes materiais e a ferrugem degradam o plástico", explica Pereira. O uso de quebra-ventos e a não aplicação de fungicidas, diretamente, sobre o plástico também podem aumentar a durabilidade da cobertura. "Em média, o produtor troca a cada cinco anos a cobertura", afirma Pereira.
Outro cuidado que deve ser tomado é quanto à altura da cobertura plástica, que deve proteger as folhas da chuva, mas não pode ficar muito próxima à planta. "A distância tem que permitir a circulação de ar, evitando o efeito estufa", orienta Pereira.
O agrônomo da Emater/Ascar salienta que os produtores devem ter atenção redobrada quando forem aplicar fungicidas. "Como as uvas não são 'lavadas' pela água da chuva, a quantidade deve ser a indicada", destaca Pereira.



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