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Olhares sobre a Primeira Infância

03/07/2015 - Por Arlete Salante
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O III Seminário Internacional: Marco Legal da Primeira Infância, em Brasília, aconteceu nos dias 30 de junho, 1º e 02 de julho de 2015. Nestes três dias foi possível acompanhar uma série de avanços das áreas da psicologia, da medicina, da neurociência, da educação e das políticas públicas que beneficiam atenção especializada para a primeira infância desde a gestação.
Com os avanços dos estudos temos as evidencias científicas sobre a importância dos cuidados com os bebês. Com os avanços das políticas públicas voltadas para a saúde e para a educação temos a possibilidade que a ciência sirva a maior parte da população. Politicas publicas precisam ser vistas como investimento pelos nossos gestores públicos, e não como despesas. Os resultados de investir nos bebês são visíveis com resultados na saúde, na economia, no desenvolvimento psicológico e cognitivo.
Precisamos nos perguntar:
- Como cresce um bebê que vive a rejeição desde o ventre materno?
- Como cresce uma criança em um ambiente doméstico violento?
- Quais os registros psíquicos que impedem este sujeito no seu desenvolvimento?
- Como pode ser o futuro de uma criança que nasce em situação de extrema pobreza?
Estas e outras questões compõem a vida de muitos seres humanos desde o início de vida. A condição de desenvolvimento cerebral pode ser seriamente afetada pelos níveis de estresse que as crianças pequenas passam. Aspecto que também podem interferir negativamente na forma de relacionamento afetivo, profissional e social.
O estresse nos primeiros 1000 dias de existência - 9 meses de gestação mais os primeiros anos de vida - provoca alterações no desenvolvimento de muitos genes. É o ambiente influenciando na arquitetura cerebral. Este conhecimento vem dos estudos de epigenética do Dr. Jaderson Costa Diretor do Instituto do Cérebro da PUC-RS.
É a partir de um bom início de vida que o crescimento, o desenvolvimento e as conexões cerebrais atinjam a maturidade necessária para formar o capital humano. Passa pela via biológica e neurológica, com nutrição adequada, estímulo, segurança afetiva e outros cuidados básicos.
O desenvolvimento infantil é um fenômeno intenso e complexo, e por isso  torna-se facilmente vulnerável. Além dos fatores biológicos, neurológicos e psicológicos, existem os fatores individuais, familiares, comunitários, sociais, escolares, etc. todos são fundamentais para os futuros ciclos de vida da criança.
Com tantos aspectos envolvidos não se pode deixar alertar para a responsabilidade dos pais. É importante que a escolha em gerar filhos seja a partir da consciência sobre as próprias condições psicológicas, econômicas e sociais que a maternidade e a paternidade exigem.



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