Quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Ano XXX - Edição 1533
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Aumento do crédito consignado é vetado: decisão foi acertada?

29/05/2015 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
No dia 22 de maio, a presidenta Dilma vetou o aumento do limite do crédito consignado de 30% para 40%. Na minha visão, ela acertou na decisão, visto que, o caminho para combater o endividamento e a inadimplência não é aumentar o crédito, mas sim dar conhecimento, por meio da educação financeira.

Avaliemos o seguinte: se a pessoa já não conseguia viver dentro do padrão de vida que 100% do seu salário podiam oferecer, como ficaria com apenas 60%? Muito provavelmente teria que realizar novos empréstimos ou parcelamentos, criando o famoso efeito bola de neve. A conta é bem simples: quem ganha R$ 2 mil teria uma redução de R$ 800, ficando com apenas R$ 1,2 mil.

Imagine se o trabalhador, em vez de utilizar esses R$ 800 do cálculo acima para consignados, utilizasse para investir? Em 10 anos, ele teria R$ 217.079,70 (rendimento mensal de 0,65% e correção anual de 10% de inflação real). É claro que esse é apenas um exemplo de como funciona quando temos educação financeira e praticamos o consumo consciente, só há benefícios.

É claro que, no caso de pessoas que já estão endividadas, se levarmos em conta os juros cobrados - segundo o Banco Central, a taxa média cobrada pelo empréstimo consignado é de 26,5% ao ano, enquanto que os juros do cartão crédito, por exemplo, ultrapassam a marca de 290%, de acordo com a Anefac - o consignado se torna mais interessante.
Com o veto de Dilma, o limite do desconto direto em folha de pagamento continua sendo de 30%. De qualquer maneira, essa não é uma prática que deve ser feita por impulso, é necessário muito controle e planejamento para seguir com essa prática.

Sobre a decisão da presidenta, foi acertada, mas reforço que os representantes deveriam também investir em programas de educação financeira, pois o problema não são as ferramentas de crédito, mas sim a forma que são utilizadas. O foco não deve ser a resolução da consequência do problema, mas sim da causa, motivando o consumo e o crédito conscientes.

Reinaldo Domingos  -Educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira,
Abefin e Editora DSOP, autor do best-seller Terapia Financeira,
dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, entre outras obras.



Cuidados contábeis evitam passivos trabalhistas
Os recentes protestos das centrais sindicais contra as mudanças na legislação trabalhista brasileira e as demissões crescentes que estão ocorrendo em segmentos importantes da indústria sugerem que os próximos anos poderão ser bastante conturbados no campo das relações empregatícias.

Aliado a isso, o forte questionamento da sociedade sobre a deterioração econômica do país cria um cenário de instabilidade preocupante para as empresas, que estão reavaliando investimentos e refletindo sobre a necessidade de manutenção do seu capital humano frente à atual conjuntura.

Diante desse quadro, resta saber sobre qual patamar se darão as negociações entre os sindicatos (patronais e de trabalhadores) para o biênio 2015/2016.

De qualquer forma, é imprescindível que os gestores de todas organizações fiquem atentos ao gerenciamento eficiente das questões trabalhistas e, em especial, ao passivo que delas pode advir, evitando, assim, danos à saúde financeira da empresa.

Os gestores das áreas de recursos humanos e contabilidade devem estar integrados em suas atividades e devidamente instruídos quanto ao conhecimento da legislação trabalhista de forma a bem aplicá-la, seja quanto ao que diz respeito ao trabalhador ou à empresa.

Atualmente, um funcionário trabalhando legalmente (com carteira assinada) custa 102% para a empresa, além do seu salário, ou seja, custa o dobro.

O contabilista, utilizando-se de seus conhecimentos jurídicos, tem o dever de orientar seu cliente ou empregador sobre a obrigatoriedade de certos procedimentos a serem adotados pela empresa na área contábil, fiscal e departamento de pessoal. O profissional deve manter-se atualizado acerca da legislação trabalhista, ter um controle contábil perfeito, pois, certamente, além dos benefícios para a empresa, estará evitando possíveis passivos trabalhistas e outros problemas de ordem previdenciária.

Lembramos, ainda, que, hoje, a figura do contabilista implica interação com os profissionais de outras áreas, para, inclusive, passar-lhe seus conhecimentos, recebendo retorno também.

Conclui-se, portanto, que as empresas devem atentar para a gestão coerente de suas atividades, buscando seguir as legislações contábeis e trabalhistas em vigor, de forma a coibir quaisquer ações desfavoráveis contra si, por parte dos empregados ou do próprio poder público.
Geuma Nascimento -Mestra em contabilidade, professora universitária
e sócia da TG&C - Trevisan Gestão & Consultoria.




Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

09/11/2018   |
01/11/2018   |
26/10/2018   |
19/10/2018   |
11/10/2018   |
05/10/2018   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS