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Clima desfavorável para a cultura do trigo

24/07/2015 - Por Jornal Semanal
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Excesso de chuva e pouca insolação nas últimas semanas afetam a cultura, que se encontra em desenvolvimento vegetativo

Os produtores de trigo do Estado, da região Noroeste e de Três de Maio, estão enfrentando um clima desfavorável para a cultura do cereal no inverno deste ano. Entre as preocupações, o excesso de chuvas e a pouca insolação, que atrapalham as plantações na fase de perfilhamento das plantas.

Esta fase e o desenvolvimento de perfilhos viáveis dependem muito da disponibilidade de macronutrientes, principalmente de nitrogênio. Segundo técnicos da Emater/RS-Ascar, com as chuvas que aconteceram recentemente nestas áreas de produção de trigo, ocorreu a lixiviação deste elemento ou mesmo a perda por erosão laminar.

O excesso de umidade presente no solo impede os produtores de trigo de executar a reposição de adubos necessários às plantas, e compromete o controle de invasoras e doenças fúngicas. Em todo o Rio Grande do Sul, a diminuição da área de trigo plantada nesta safra deve ser de 22,6% em comparação com o ano passado, e com a produtividade beirando os 2.400 kg/hectare.

Ainda não há previsão de perdas
Em Três de Maio foram plantados 8.500 hectares de trigo neste ano, o que corresponde a 100% da área esperada deste cultivo para o município. Agora, em fase de desenvolvimento vegetativo, o que preocupa os produtores é o excesso de chuvas que vem ocorrendo nas últimas semanas, que não é o ideal para que a planta produza grãos com qualidade.

Segundo o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Leonardo Rafael Rustick, nesta fase a cultura prefere um clima seco e frio, o que não vem acontecendo.

A expectativa é que nas próximas fases da cultura, o clima melhore. Na fase atual, ainda não há como calcular perdas para a cultura do trigo na região. Leonardo explica que o período no qual irá se definir a produção e o potencial da safra é nos próximos meses.

Atenção especial para doenças fúngicas
Como as chuvas trouxeram grandes níveis de umidade para o solo, os produtores devem se manter atentos às doenças fúngicas que podem aparecer em suas lavouras. "O produtor deve fazer o monitoramento e, na medida do possível, fazer tratamentos preventivos para estas doenças. Isso é um dos principais recados que a gente está deixando aos produtores", esclarece Leonardo.

Seguindo estas orientações, os produtores evitam aplicar produtos em demasia, sem necessidade, e também evita perdas na produção de trigo, que teria em função de não realizar um tratamento correto por conta das condições climáticas, que no momento são adversas ao que se esperava para a cultura de trigo neste ano.

Segundo Leonardo, a produtividade esperada para Três de Maio está em 2.700 kg/h, ou 45 sacos/h. "Até o momento, estamos esperando isso. As fases seguintes é que vão dizer se teremos perdas maiores ou não. Então, nos próximos meses não podemos ter um clima assim. Se isso acontecer, as perdas serão acentuadas", diz Leonardo.

Pastagens também estão prejudicadas pelo excesso de chuva
O grande volume de chuvas dos últimos dias, junto com dias de baixa luminosidade (pouca luz solar), tem prejudicado o desenvolvimento das pastagens e também provocado a compactação do solo.

Isso faz com que a média de produção diária de leite no município fosse consideravelmente diminuída. A média de produção esperada para esta época é de 134 mil litros de leite por dia. Atualmente, levando em conta as condições, estão sendo produzidos apenas 128 mil litros de leite por dia.

FOTO: ALINE GEHM

Confira a matéria completa no jornal impresso





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