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Três-maiense retorna de intercâmbio na França

14/08/2015 - Por Jornal Semanal
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Marcelino Colla Junior conta sua experiência após um ano em Marvejols, no sul francês, através do programa de Intercâmbio de Jovens do Rotary Internacional, patrocionado pelo Rotary Club Três de Maio

Um ano de aprendizado, viagens, descobertas e contato com nova cultura e idioma. O três-maiense Marcelino Colla Junior, 18 anos, retornou recentemente da França, onde participou do programa de Intercâmbio de Jovens do Rotary Internacional, patrocinado pelo Rotary Club Três de Maio.

Marcelino Junior, é filho de Marcelino Colla e Janice Adriane Colla, estudou no Colégio Dom Hermeto onde concluiu o Ensino Médio. Quando partiu para o intercâmbio, estava cursando o primeiro semestre de Engenharia Mecânica na Fahor  de Horizontina.

Ele morou na cidade de Marvejols, na região Languedoc-Roussillon, departamento de La Lozère, no sul da França. A cidade, que possui cerca de cinco mil habitantes, fica localizada a cinco horas de Paris e da Espanha e a duas horas do litoral.

Em entrevista ao jornal Semanal, o jovem conta sobre a experiência. "A todos que tiverem a oportunidade de partir em uma aventura, independentemente do destino, sugiro que o façam, pois além de conhecer outras pessoas e lugares, terão a oportunidade de conhecer melhor a si mesmos", destaca.

Durante o ano de intercâmbio (2014-2015), o três-maiense conheceu praticamente toda a França e visitou países como Espanha, Suíça, Itália, Alemanha, Áustria, Inglaterra e a cidade-estado de Mônaco.



Educação: ensino público e privado de qualidade
Marcelino Junior relata que a educação na França pode ser privada ou pública, no entanto, mesmo os colégios particulares recebem auxílio do governo, como para pagar os salários dos professores.

O Ensino Médio é dividido entre ensinamentos gerais e profissionais, sendo sub-dividido em outras áreas. O aluno deve escolher se prefere literatura, matemática ou enfermagem, por exemplo, para desta forma, ir direcionando seus estudos para o curso superior de acordo com suas habilidades.

Os livros didáticos são todos disponibilizados gratuitamente pelo governo e devem ser devolvidos ao final de cada ano letivo. Todos os alunos, ao início do Ensino Médio recebem um notebook para auxiliar nos estudos, sendo que este equipamento não precisa ser devolvido.

O intercambista revela uma curiosidade. "As aulas iniciam às 8 horas e terminam por volta das 17h30min. A cada sete semanas de aula, os alunos tem duas semanas de férias e dois meses no verão (junho e julho). Então, mesmo que pareça que os estudantes franceses têm mais aulas (dia todo), acabam tendo o mesmo tempo de estudos que aqui no Brasil, pois eles têm maior quantidade de férias durante o ano letivo", conta.

Ao final do Ensino Médio, mesmo sendo aprovado em todas as séries, os alunos são submetidos a uma prova (baccalauréat) onde devem alcançar a pontuação mínima de 50%, caso contrário, devem repetir o último ano.

Excelente culinária e longas refeições
Os franceses são conhecidos pela ótima culinária e pelas longas refeições, o que ficou comprovado pelo três-maiense. "De fato, pude comprovar isso. Não foram raras as vezes onde as refeições de família começaram meio dia e acabaram por volta das seis horas da tarde. Cada refeição conta com uma entrada, um prato principal, queijo e ao final, uma sobremesa, sempre acompanhados de água e pão. Os franceses não podem ter uma refeição sem água e pão", cita.

Setor de serviços é o maior gerador do PIB francês
O jovem ressalta que a França é um dos países mais ricos do mundo, sendo que a maior parte do seu Produto Interno Bruto (PIB) é oriundo do setor de serviços, representando mais de 79%. Em seguida, vem a indústria com 18% e a agricultura com 2%. "O turismo é uma atividade muito importante, devido a imensa diversidade de paisagens, os inúmeros monumentos históricos e as estações climáticas muito bem definidas", aponta.

Sobre diversão, Marcelino Junior enfatiza que tudo na França costuma ser planejado com muita antecedência. "Os jovens quando se reúnem para ir a uma festa, ou apenas para um jantar entre amigos, costumam planejar tal atividade com pelo menos uma semana de antecedência. E, durante o inverno, o número de vezes que eles se reúnem é muito menor".

Segurança pública e política
Conforme o jovem, a segurança na cidade onde morou é muito boa, apesar de haver alguns casos de disputas de gangues. "Andar dentro da cidade é muito tranquilo, independentemente do horário. Por outro lado, já cidades maiores, como Paris ou Lyon, os casos de roubos e a insegurança aumentam consideravelmente, pois a pobreza, desemprego e a desigualdade social aumentam também", avalia.

Curiosidades e hábitos franceses
Segundo o três-maiense, em todas as cidades na França existem restrições para as cores e modelos das casas. "Se as casas forem em tons de bege e tradicionais, todas as outras devem seguir o mesmo padrão. Para construir ou reformar a residência é preciso a autorização do poder público".

Oportunidade única
Após um ano em outro país, Marcelino Junior pode dizer que cresceu muito como pessoa. "Fiz muitas viagens e tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas diferentes. Também aprendi a ver o mundo de uma outra maneira, respeitar diferentes culturas e maneiras de viver, pois não existe modo certo de ser, lugar melhor ou pior... Apenas pessoas e lugares diferentes, cada um com seus aspectos positivos e negativos".

Ele agradece a toda Comissão de Intercâmbio do Rotary do Distrito 4660 e, em especial, ao Rotary Club Três de Maio pela oportunidade. "Nada disto teria sido possível sem vocês", conclui.



Nas fotos: Marcelino Colla Junior

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Confira a matéria completa no jornal impresso





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