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Frio aumenta em até 30% o risco de infartos

21/08/2015 - Por Jornal Semanal
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Temperaturas baixas desencadeiam também outras doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral, angina e arritmias cardíacas

Há pelo menos 50 anos, especialistas em todo o mundo observam o aumento da mortalidade por doença cardiovascular durante o inverno. A relação entre óbitos e fatores meteorológicos, inclusive com a poluição atmosférica, é acompanhada em diversas cidades do mundo.

Estudos realizados em São Paulo mostram que, em temperaturas mais frias (médias diárias abaixo de 14ºC), ocorre um aumento de até 30% nos casos de morte por infarto do miocárdio.

Segundo o médico cardiologista da Clínica São Vicente de Paulo de Três de Maio, Eduardo Roman, o clima frio desencadeia também outras doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral, angina e arritmias cardíacas. "Diversos hormônios que atuam sobre o sistema circulatório podem apresentar um aumento de atividade com a queda na temperatura", informa.

O resultado dessas alterações é a contração das artérias que aumentam a pressão arterial e sobrecarregam ainda mais o coração e o aparelho circulatório.

Sobrecarga no coração
De acordo com o cardiologista, diversos estudiosos atribuem o aumento da mortalidade nos dias frios principalmente à redução das temperaturas. "Com o frio, os receptores nervosos da pele estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina, este último, um hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos, com consequente estreitamento dos canais de circulação do sangue, que embora não significativo, pode gerar rupturas de placas de gordura, no interior das artérias coronárias (responsáveis pela irrigação do musculo cardíaco)", explica, informando que neste processo, as proteínas e plaquetas do sangue são ativadas na tentativa de reversão do quadro, aumentando as chances de formação de coágulos (trombogênese), que são responsáveis pelo entupimento das artérias (infarto do miocárdio).

Quem é mais sucetível
Questionado se há um perfil de pessoas mais propensas ao infarto, Roman alerta que são pessoas que apresentam colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes, tabagistas e idosos são as mais vulneráveis.

Conforme o cardiologista, uma das principais contribuições para o aumento no número de doenças cardiovasculares é o crescimento dos casos de infecções respiratórias provocadas por gripes e resfriados, comuns nesta época.

Quanto mais frio, maior o risco
O médico relata que estudos internacionais apontam que a redução de 1º C na temperatura externa em um dia está associada com aproximadamente 200 infartos a mais do que a média anual. "Os indicadores da literatura médica nos remetem para o fato de que o maior risco é observado em até duas semanas após a exposição a temperaturas mais baixas".
Roman enfatiza ainda que pesquisadores confirmam que o aumento no risco pode parecer pequeno, mas em regiões mais frias, mesmo uma pequena elevação resulta em impacto significativo. "Segundo um estudo europeu, a cada 10 graus Celsius de diminuição na temperatura mínima, o risco de infartos do miocárdio aumenta 7%".

Como manter uma boa saúde no inverno
O cardiologista cita a adoção de atitudes simples para manter uma boa saúde no inverno. São elas: vestuário adequado às temperaturas do dia ou da noite; manter residências aquecidas e não se descuidar com a alimentação; controlar a pressão arterial, o peso, o colesterol e a glicose; evitar o tabagismo e praticar atividades físicas, que são cuidados que se somam a outros nessa época do ano.

Aos idosos e cardiopatas, a orientação é evitar a exposição desnecessária a temperaturas muito baixas, como em atividades ao ar livre.



Na foto: Cardiologista Eduardo Roman

FOTO: DIVULGAÇÃO

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