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Casos de mormo preocupam proprietários de equinos no RS

21/08/2015 - Por Jornal Semanal
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Em Três de Maio, propriedade com um caso suspeito foi interditada. Festa campeira com torneio de laço realizada durante a Semana Farroupilha é cancelada pelo CTG Tropeiros do Buricá

O surgimento de casos de mormo vem preocupando proprietários de equinos do Rio Grande do Sul. A Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária confirmou no mês de junho, o primeiro caso da doença no município de Rolante, no Vale do Paranhana. Outros casos estão sendo investigados nos municípios de Cruz Alta, Carazinho e Uruguaiana. Na sexta-feira, 14, o Serviço Veterinário Oficial do Estado foi informado de que no município de Santo Antônio das Missões havia cinco equinos positivos em uma propriedade rural e que teria ligação com Três de Maio.

Segundo a fiscal estadual agropecuária , Thiana Gueresi De Mello Oliveira, a inspetoria recebeu a notificação no domingo, 16, de que m animal desta propriedade havia sido trazido para Três de Maio há cerca de um mês, ocasionando a suspeita da doença no município. Um primeiro teste com o equino foi encaminhado, que deve revelar alguns resultados em uma semana.

Porém, de acordo com Thiana, a confirmação da doença ou não só acontece após a realização de um segundo teste. "Se o primeiro resultado for positivo, será feita uma nova coleta para o teste confirmatório. Os outros equinos também serão testados para verificar se não foram contaminados", revela.

Comemorações da Semana Farroupilha que envolvem cavalos são canceladas para conter a doença
O 3º Torneio de Laço, que aconteceria no CTG Tropeiros do Buricá, de Três de Maio, foi cancelado. Segundo Zeca da Silva, patrão do piquete Só Os Brutos Sobrevivem, a realização de eventos que envolvem cavalos se tornou complicada e inviável, devido ao caso de mormo confirmado no início do mês de junho em uma propriedade de Rolante, além dos demais casos suspeitos em diversos municípios. Segundo Zeca, os proprietários dos animais que participam destes eventos são obrigados a realizar exames de influenza, anemia e mormo. "Como não existem laboratórios no RS aptos para todos estes procedimentos, o custo se torna muito alto, devido ao curto período de validade do exame, ficando em torno de R$ 130,00 e R$ 160,00, e a validade é de 60 dias a partir da data da coleta do material a ser analisado, demorando entre 10 e 15 dias para que o resultado seja obtido", explica. A decisão pelo cancelamento da festa veio após um encontro das entidades da 20ª Região Tradicionalista, em Coronel Bicaco. Nesta foi discutida a viabilidade da realização dos rodeios, festas campeiras, torneios de laço, cavalgadas e desfiles farroupilhas no mês de setembro. "O grande problema seria a fiscalização correta dos animais. A cobrança dos exames teria que ser rígida, além de acarretar em multa financeira para a entidade promotora do evento e também para o proprietário do animal", esclarece. Zeca afirma que o piquete abraça a causa em prevenção à doença.

Doença é preocupação de saúde pública
O mormo é uma doença que pode afetar também as pessoas. "É uma zoonose, e pode ser letal para o ser humano. É uma doença de difícil tratamento", explica a fiscal Thiana.

Ela também afirma que quem lida diretamente com os animais encontra-se em maior risco de contrair a doença.

Confira a matéria completa no jornal impresso





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