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Ser fiel a si mesmo...

21/08/2015 - Por Arlete Salante
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...É o mesmo que existir para realizar ao projeto que a vida confiou a cada indivíduo, se este indivíduo conseguiu tornar-se PESSOA, do latim = per se esse = ser por si, realizar-se no que é.

O ser por si traz o princípio do egoísmo vital, aquele que salva a vida, embora a palavra egoísmo seja compreendida apenas para atitudes imaturas que desprezam as necessidades dos outros. Porém, há um paradoxo no conceito atribuído à palavra, uma vez que na origem da palavra ego= eu - e, o sufixo ismo é formador de nomes de ação, então EGOÍSMO, traduzido do latim refere-se ao eu em ação, que faz identidade a si. Ou seja, na raiz da palavra egoísmo não existe o desprezo pelos outros. O conceito foi atribuído culturalmente no uso da palavra, porém, sem respeitar seu significado original. Para evitar conflito com o uso da palavra já estabelecido no conceito pejorativo, distingue-se o conceito usando egoísmo vital, para conceituar a ação que salva e dignifica a vida. Assim, o eu em ação para si ou para os outros faz identidade e é fiel a si mesmo.

Se a distorção acontece com as palavras, da mesma forma acontece com pessoas, a cultura, a família, a sociedade, que muitas vezes também não compreendem a pessoa na sua autenticidade ou originalidade, então molda-se um projeto de vida para servir aos interesses externos. Comete-se um engano, um erro, as vezes já nos primeiros anos de vidas.

Compreendendo assim, a partir da analogia com a origem de uma palavra distorcida até um ser humano a serviço dos modelos projetados, é mais fácil perceber porque ser fiel a si mesmo é uma tarefa tão difícil.

Atingir a consciência de si mesmo para então ser fiel si é tarefa diária e necessária para produzir vida e não doença. Para ter paz dentro de si, alegria de existir e ser quem se é.  Esta é a verdadeira valorização da vida, que respeita as diferenças e cresce na diversidade humana.

Ser honesto e verdadeiro para si é um princípio que a educação familiar e escolar deveria ensinar junto com o autorrespeito.  Só daí vem a autorrealização sem culpa nem medo de ser feliz. Porque a autenticidade deve ser respeitada desde o início da vida. Dar limites as crianças e aos adolescentes não é fazer castração de potencialidades.

Quando o sujeito não age porque está preocupado com o que os outros vão pensar ou dizer, pode haver um aprisionamento, que faz valorização dos sistemas fixos acima da sua própria natureza. Assim, os modelos fixos determinam o padrão do modo de vida e a fidelidade ao externo.

A vida traz uma ordem, tem um princípio universal que se manifesta por nossos instintos, pela biologia, pela neurologia, pela psique e pela individuação humana. Usa códigos para manifestar o projeto existencial que cada ser humano é portador.
Não há humano sem projeto existencial, a vida é projeto. Pode transcender regras, sistemas, cultura, família e amigos para poder se realizar. Este projeto é operativo de vitalidade e se ativa pela singular IDENTIDADE de cada pessoa, quando esta acessa a sanidade original.



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