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De Caúna Baixa para a Marcha das Margaridas em Brasília

28/08/2015 - Por Jornal Semanal
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Associadas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio integraram grupo de mulheres gaúchas que participou do evento

Uma experiência única. Assim a agricultora Ilaine Neuhaus Ressel, 51 anos, definiu a participação dela na 5ª Marcha das Margaridas em Brasília, nos dias 12 e 13 de agosto. Marla Carolina Wagner, 27 anos, também integrou o grupo de mulheres gaúchas que participou do evento e classificou a oportunidade como proveitosa para fazer novas amizades e conhecer novos lugares.

Mas o que mais chamou a atenção das agricultoras foi a manifestação. A Marcha das Margaridas reuniu este ano mais de 70 mil pessoas. Do Estado, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) organizou um ônibus com mulheres representantes de sindicatos de várias cidades gaúchas, entre elas, Três de Maio. O presidente do sindicato local, Pedrinho Signori, foi o único homem presente na viagem, além dos motoristas do coletivo.

Luta por igualdade e aprendizado
Ilaine revela que estava preocupada ao viajar sozinha, mas que ao final, valeu muito a pena. "Fiz muitas amizades. O companheirismo com as mulheres, foi tipo uma família, uma ajudava a outra", recorda.

Ela também conta que não imaginava ver de perto o ex-presidente Lula e a presidente Dilma; e aprender tantas coisas novas nos eventos realizados durante a Marcha. "Gostei desta oportunidade, foi uma grande experiência, algo a mais que aprendi que vou levar para a minha vida", comemora.

Valorização da mulher agricultora
Ilaine alega que é importante a participação feminina na discussão das políticas do país. "Eu sempre participo de encontros de mulheres, faço parte da comissão de mulheres do sindicato, vou a reuniões, sou bastante ativa. Não é porque estou no meio rural que tenho que ficar só em casa", relata.

Marla concorda que a mulher do campo não deve ficar só na colônia, pois deve sair e lutar pelos seus direitos. "Sempre estou envolvida, faço parte da diretoria e do conselho das mulheres do sindicato. Mas a mulher rural ainda falta ter seu trabalho mais valorizado. Já é bem melhor que era antes, mas ainda falta mais reconhecimento. Ainda existe um pouco de preconceito", lamenta.

Sobre a permanência do jovem no meio rural, Marla declara que percebe que poucos têm interesse. "Eu permaneço porque gosto realmente do interior, onde eu moro e trabalho. Já adquiri minha terra pelo crédito fundiário, que fica ao lado da terra dos meus pais, e agora conquistei minha casa própria, pelo programa habitacional do sindicato. Aos poucos estou construindo minha propriedade rural e é nela que eu vou ficar", conclui.


As três-maienses Ilaine Neuhaus Ressel e Marla Carolina Wagner

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Confira a matéria completa no jornal impresso





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