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Rumos da paralisação devem ser definidos hoje

11/09/2015 - Por Jornal Semanal
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Professores e servidores da segurança pública decidem nesta sexta se greve será mantida nos próximos dias
Leonardo Miotte, 15 anos e Eduarda Saft, 16 anos, são colegas da turma do 2º Ano B do Ensino Médio do Instituto Estadual de Educação Cardeal Pacelli de Três de Maio. Ambos estão sem aula desde o início do mês nas disciplinas de Português, Educação Física e História. 
O estudante reclama que ficar sem aula é péssimo. "Vamos ter que voltar em janeiro para a escola e recuperar estas aulas", observa. Já Eduarda completa que alguns professores não aderiram a greve e estão adiantando as matérias. "A gente traz cadernos e o material das outras disciplinas, no caso, aulas que não teriam neste horário", explica.  Para ela, a greve dos professores traz prejuízos. "No dia 17 de dezembro termina o ano letivo normal, mas depois irá continuar para recuperar as aulas que não foram dadas", informa a jovem.
Leonardo revela que é a favor da luta dos professores pelos seus direitos, mas não considera a paralisação como a melhor alternativa. "Estamos indo para o terceiro ano. Já estamos em preparação para o vestibular. A greve atrasa os conteúdos. É uma situação bem complicada", alega. 
Eduarda concorda com a indignação dos professores com relação às questões salariais. "Para eles é bem ruim trabalhar com o salário parcelado. Mas acho que eles deveriam se unir. Paralisar todos. No fim, o movimento perde força e os alunos são prejudicados", opina.
Na última semana, mais de 40 categorias do funcionalismo público estadual, incluindo o magistério estadual e os servidores da segurança pública, decidiram fazer greve em protesto contra o parcelamento de salários.
A paralisação está prevista para ser mantida até hoje, dia 11, data em que será paga a segunda parcela do salário do funcionalismo estadual, equivalente a R$ 800 do salário do mês de agosto, dividido em quatro vezes. A primeira, de R$ 600, foi paga no dia 31 de agosto. Já no dia 15 de setembro está programado o crédito de R$ 1.400. A parcela complementar para quem ganha acima de R$ 2.800 será creditada até o dia 22.
Hoje, em Porto Alegre, será realizada assembleia geral do Cpers/Sindicato, quando os professores e funcionários de escola devem decidir os rumos da greve. As demais categorias também devem se reunir e definir se a paralisação será mantida nos próximos dias.

Estudantes temem que o ano letivo seja prejudicado. Na manhã de quarta-feira, a assembleia regional do 35º núcleo do Cpers/Sindicato, reuniu professores e funcionários de escola dos nove municípios de abrangência, na Câmara de Vereadores de Três de Maio. Em nível de núcleo, a adesão à greve é parcial

FOTO:ALINE GEHM


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