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A condição ideal

06/11/2015 - Por Arlete Salante
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"As vivências de BEM ESTAR e de CONTRARIEDADE são diferente e se alternam no decorrer da vida das pessoas. Quando vivenciadas de forma intensa exercem profunda influência na personalidade, tanto contribuindo para favorecer seu amadurecimento como para dificultá-lo.
Durante o bem estar intenso a pessoa vivencia prazer e tranquilidade, compreende global e intuitivamente a sua vida, experiencia de modo sintonizado, familiar e amplo, escolhe e convive com os seus semelhantes; percebe amplas possibilidades de prosseguir o curso de sua existência.
Durante a contrariedade intensa a pessoa vivencia insatisfação e angústia, sente-se sozinha e distante de seus semelhantes, percebe pouquíssimas ou nenhuma possibilidade de continuar existindo.
O bem estar favorece e a contrariedade dificulta o amadurecimento da personalidade; porém paradoxalmente, é através do enfrentamento e superação da contrariedade que a pessoa consegue vivenciar com maior profundidade e duração o bem estar, e alcançar níveis mais profundos de amadurecimento."
O escrito acima são resultados de oito pesquisas da Psicóloga da PUC- SP  Yolanda Forghieri,  que reflete o paradoxo do existir humano.
Lendo este estudo percebe-se que a condição ideal é relativa, existe a vida como ela é, com os desafios que nos coloca dia após dia e o que fazemos com eles. Não encaramos tudo com sentimento aberto, com aceitação plena, até porque, muita passividade é alienação e assim, alienado ao desejo dos outros, ninguém é feliz e pouco contribui para a melhoria da sociedade.
 Uma dose de rebeldia bem direcionada também tem o seu valor. Tudo depende de como as dificuldades ou situações que geram o sentimento de contrariedade são conduzidos pela pessoa. Pode ser uma oportunidade de crescimento, um desafio a ser superado ou uma paralisia na própria negatividade. A negatividade ativa pode gerar enormes estragos na vida da própria pessoa e de muitas outras.
 Acredito que a condição ideal depende da forma com que as situações são encaradas, assim tanto podem ser desafios que levam a superação ou amadurecimento da personalidade, como podem ser de regressão. Nem sempre se reposicionar para aprender com situações dolorosas ou difíceis que a vida impõe é fácil, e também não significa alienação. Então, existe outra saída tão ou mais frutífera? - 
"Acabei chegando à conclusão de que jamais conseguiremos ser felizes, se, ao tentarmos aprender como chegar a sê-lo, não nos dispusermos, também a aprender a aceitar, enfrentar e superar parte da existência de todos nós como seres humanos!" Conclui Yolanda Forghieri em suas pesquisas orientadas na Fenomenologia.




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