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A nova cara da terceira idade

06/11/2015 - Por Jornal Semanal
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Disposição, vitalidade e mais qualidade de vida
Com uma população de aproximadamente 
cinco mil idosos, Município de Três de Maio 
oferece diversos serviços que atendem a 
população com mais de 60 anos


"As ferramentas para construir uma boa velhice 
estão aí, nas rodas de conversa, cursos, viagens, 
jogos e outras tantas possibilidades que já existem 
e que podem ser construídas de acordo com 
o desejo e os recursos de cada sujeito", 
avalia a psicóloga Lao Tse Maria Bertoldo, 
docente do curso de  Psicologia da Setrem

O envelhecimento é ainda, para muitos, um grande enigma. "Definido como um processo que acompanha o sujeito desde seu nascimento, a velhice é um momento específico dentro deste processo, marcado por características bem particulares, assim como ocorrem em todas as fases da vida", define a psicóloga e docente Lao Tse Maria Bertoldo, que ministra os componentes sobre Envelhecimento no curso de Psicologia da Setrem. 
Segundo Lao Tse, a velhice é por vezes temida, e muitos tentam adiá-la o máximo possível, pois temem o desconhecido, desvendado apenas por cada sujeito em seu momento, como ocorre em todas as fases. "Viver é uma experiência intransferível. Entretanto, é difícil para muitos a percepção de que esta é apenas mais uma fase da vida, tal como a infância, adolescência e adultez, e que acarreta tanto pontos negativos quanto positivos, como as demais fases".
Fase de mudanças
Esta fase é marcada por algumas modificações. Ocorre um processo biopsicosocial que provoca muitas mudanças, em vários aspectos. Essas mudanças podem ser positivas ou negativas, de acordo com a forma como a pessoa foi planejando sua velhice, se preparando ao longo da vida em relação a suas reservas físicas, psicológicas e até mesmo financeiras. 
Trata-se de um processo que precisa ser pensado e até mesmo planejado ao longo da vida, para que seja possível desfrutar desta fase com a maior tranquilidade possível. "Dentro de um cenário geral de mudanças, as questões físicas preocupam, e geralmente tomam o foco da atenção, diminuindo as importantes mudanças psicológicas que vão ocorrendo, como a maturidade, que vai possibilitando ao sujeito mais paciência, tolerância e pespectivas mais precisas sobre as diversas situações da vida, entre outros ganhos relacionados à experiência adquirida" avalia.
Tempo certo para realizar sonhos e desejos
O fato é que, frente ao crescimento gradativo da população idosa em praticamente todos os países do mundo, e mais rapidamente do que o de qualquer outra faixa etária, surge uma preocupação: como preprar-se e usufruir desta fase com a melhor qualidade possível? 
Conforme a psicóloga, primeiro é preciso compreender que pensar a velhice implica em desprender-se em partes da forma como se viveu durante boa parte da vida. "Desamarrar-se um pouco das demandas impostas pelo contexto permeado na lógica capitalista, onde o ter e produzir são preponderantes ao ser, ao experenciar, ao sentir". 
Nesta fase, talvez seja a oportunidade de retornar ao campo dos projetos, dos antigos desejos e experenciar o que foi por muito tempo adiado, focando a atenção nas questões realmente importantes da vida: o existir na relação com o outro e com a sua própria história. 
Neste sentido, o idoso pode se questionar: O que eu não consegui realizar? Quais os sonhos e desejos que poderei agora, nesta fase, retomar? E de que forma? Afinal, este é o tempo, o único que sempre existe, o presente.
Importância de se manter ativo
Para a psicóloga, as ferramentas para construir uma boa velhice estão aí, nas rodas de conversa, cursos, viagens, jogos e outras tantas possibilidades que já existem e que podem ser construídas de acordo com o desejo e os recursos de cada sujeito. "O que se torna fundamental é um olhar para si nesta busca de vivenciar uma fase que pode representar novas experiências, repletas de aprendizagens e sentidos ainda desconhecidos", conclui.

Lao Tse Maria Bertoldo, 
psicólogo e professora da Setrem

Confira a matéria completa no jornal impresso.




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