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Sistema de energia fotovoltaica é instalado em Três de Maio

13/11/2015 - Por Jornal Semanal
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Consumidores a partir de 170 kWh/mês podem aderir ao sistema de geração de energia 
Fontes renováveis serão as grandes responsáveis pelo aumento da capacidade energética global até 2020. De acordo com a IEA (sigla em inglês para Agência Internacional de Energia), elas responderão por 2/3 de todo o aumento previsto para esse período. O dado consta do novo relatório da agência sobre o tema, apresentado no início deste mês a ministros de energia dos países que compõem o G20 - como Brasil, Argentina, China, Japão, Estados Unidos e União Europeia. A expectativa é que, nos próximos cinco anos, as fontes renováveis acrescentem ao sistema 700 gigawatts (GW) - número que, segundo a entidade, equivale a mais que o dobro da atual capacidade energética do Japão. Vale ressaltar que mais da metade desse aumento não virá das hidrelétricas, mas de parques eólicos (que aproveitam a força dos ventos para gerar eletricidade) e de usinas fotovoltaicas (que usam a luz do Sol).
   Conforme informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a geração distribuída superou em outubro a marca de 1000 adesões de consumidores. Ao todo, são 1.125 conexões no País que representam potência instalada de 13,1 megawatts (MW). A fonte mais utilizada pelos consumidores é a solar com 1.074 adesões, seguida da eólica com 30 instalações. Atualmente, o estado que possui mais micro e minigeradores é Minas Gerais com 213 conexões, seguido de Rio de Janeiro com 110 e Rio Grande do Sul com 109.
O que  são microgeradores e minigeradores solares fotovoltaicos (FV) 
   Microgeradores e minigeradores solares fotovoltaicos (FV) são sistemas de geração elétrica de pequena potência, normalmente instalados para produzir energia suficiente para alimentar uma casa, comercio, edifício ou até mesmo, uma indústria. Microgeradores são sistemas com potência de até 100 kW, e minigeradores, de 100 kW até 1MW.
   O mais comum é instalá-los sobre o telhado de edificações, pois além de reduzir os riscos de sombreamento pela própria construção, ocupam uma área que não seria utilizada para outro fim. Tais sistemas podem ainda ser integrados arquitetonicamente ao edifício (substituir fachadas, telhados, brises ou janelas) ou ser instalados em solo, como por exemplo, no jardim de uma casa. Ao instalá-los, o consumidor/gerador utilizará a sua instalação elétrica como interface entre o gerador solar e a rede de distribuição de energia elétrica.
Investimento que compensa
   Conforme o Engenheiro Eletricista, Pedro Roman, residências que consomem em média 170 kWh/mês, o investimento é de aproximadamente R$ 15 mil. "Este valor inclui os projetos, equipamentos e a instalação. Com o atual valor da energia o investimento tem seu retorno em até 6 anos, em média. O valor varia conforme a necessidade do consumidor, sendo que sistemas mais potentes possuem um retorno financeiro mais rápido e um menor custo de instalação (R$/kW)".              Pedro ressalta que, os fabricantes dos painéis solares garantem uma produção de 80% da energia em 20 anos de uso. A garantia dos inversores é de até 5 anos. Esses são os principais equipamentos do sistema.  "Estamos buscando linhas de financiamentos dedicadas para esses sistemas. No Rio Grande do Sul, a Sicredi desenvolveu um sistema de consórcio para financiar fontes de energia renováveis. Outros bancos já foram comunicados e esperamos que em breve linhas de créditos específicas sejam autorizadas", informa.
Como funciona o sistema
   Um questionamento bastante frequente, é que se o sistema vai gerar energia de dia, mas e durante a noite, que quando mais se gasta luz como fica? Seriam necessárias baterias para armazenar essa energia?
Pedro explica que o microgerador de energia fica conectado diretamente ao Sistema de Distribuição de Energia Elétrica, como qualquer consumidor. No caso do sistema fotovoltaico, durante o período diurno gerará energia para o sistema, podendo utilizá-la normalmente no período noturno. "No final do mês você pagará somente o valor da diferença entre a energia consumida da rede de distribuição e o que foi gerado por você", esclarece. 
   O engenheiro eletricista salienta que a conta de luz será reduzida e terá variação de acordo com a geração elétrica e consumo mensal do seu sistema. Caso produza uma quantia excedente à consumida em um determinado mês, este valor ficará como crédito para ser utilizado no futuro. "Você tem até 36 meses após a geração do excedente de energia para utilizá-la", finaliza.
   O primeiro microgerador de energia elétrica iniciou sua operação em Três de Maio. Instalação de energia fotovoltaica ocorreu na casa do presidente da Certhil, Kurt Grenzel, dia 30 de outubro.
   Segundo Kurt, o objetivo é tentar zerar a sua conta de luz elétrica. "Se der tudo certo, como eu imagino que irá dar, espero já nesse mês obter uma baixa bem significativa na conta. E daqui alguns meses quem sabe consiga ficar isento". 
   Conforme Kurt, em sua residência foram instaladas seis placas solares, e que futuramente deseja instalar na empresa que preside a energia solar.

 Engenheiro Eletricista, Pedro Roman

Fotos: Divulgação





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