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A crise econômica pode afetar meu casamento?

13/11/2015 - Por Jornal Semanal
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* Bruno Cunha
O Brasil, como todos sabem, está passando por um momento de crise. Só se fala disso nos jornais e noticiários, nas conversas entre amigos, nas redes sociais e internet.
Se confirmadas as previsões dos economistas e especialistas em finanças, será a primeira vez, desde1948, quando iniciou a série de medições do IBGE, que o Brasil viverá dois anos seguidos de recessão. Tomando esse pano de fundo, surge a questão: A crise econômica pode afetar meu casamento? Como fica a relação do casal diante das dificuldades financeiras?
Falar sobre economia é tratar de números e projeções. Já o casamento é uma questão mais profunda, e não pode ser generalizado. Cada família, cada casal, tem o seu modo próprio de lidar com situações adversas e dificuldades. Dito isso, é preciso identificar alguns pontos que podem contribuir para enfrentar situações como a perda de emprego, a redução do dinheiro no bolso devido à inflação que corrói os salários e a dificuldade para conseguir crédito, por conta dos juros mais altos e aumento de impostos. Diante deste cenário, seguem algumas dicas valiosas para o casal enfrentar com equilíbrio a crise financeira.
O diálogo sobre a situação financeira precisa ser constante: Onde estamos financeiramente? Onde queremos chegar? Quais as fontes de desentendimento financeiro entre nós? Quais gastos são desnecessários hoje? Qual o valor total de nossa dívida? São perguntas importantes a serem feitas. Pode não ser agradável para alguns falar sobre dívidas, salários, gastos e investimentos, mas é uma conversa que não pode ser adiada. No entanto, é preciso escolher o melhor momento para fazê-lo, como um dia tranquilo, com tempo suficiente, em local reservado ao casal, para que a questão financeira não seja afetada por fatores externos. É preciso pensar como casal. Estamos nos deixando levar pelo consumismo? Realmente precisamos comprar isso? "Quem não pensa é pensado pelos outros." (Sócrates)
Muitos casais acabam por falar, muitas vezes, durante o corre-corre do dia a dia, sobre finanças, mas nunca chegam a um ponto comum. Falam o tempo todo, mas não se sentam à mesa, com uma planilha eletrônica, caderno ou aplicativo de celular, para apontar tudo de uma só vez.
É melhor sentar e falar tudo, ouvir tudo um do outro, do que passar meses com conversas financeiras pela metade. Uma conversa madura e pontual, sem acusações mútuas e com a realidade financeira no papel ou na tela, pode evitar desentendimentos. Quando se coloca tudo no papel (ou na planilha), o alvo passa a ser os números, e não o cônjuge. Isso ajuda muito a mostrar que ambos estão do mesmo lado, e não um contra o outro. O desafio está logo à frente, posto a mesa, e pode ser vencido! 
Após dialogar sobre finanças, pontuar (e muitas vezes pedir perdão), chega o momento de fazer planos para o futuro do casal e da família: Onde queremos chegar em 3 meses, 6 meses, 1 ano, 5 anos, 10 anos.? Sem metas nem objetivos, o casal pode andar em círculos e se desgastar. Quantos anos temos até a aposentadoria? Temos uma reserva para emergências? Que futuro podemos dar aos nossos filhos?
A cada vitória financeira é preciso comemorar, mesmo que seja com algo que não custe nada. O importante é superar os desafios econômicos e fazer uso da situação para unir o casal. A crise financeira passará, e os casais e famílias que souberem conviver com ela equilibradamente, com diálogo e compreensão, confiando em Deus e fazendo a sua parte, colherão frutos de disciplina financeira e mais unidade. O que não nos destrói, torna-nos mais fortes! 
*Economista, Especialista em Finanças Pessoais e Educação Financeira, Professor e diretor administrativo da Faculdade Canção Nova e missionário da Comunidade Canção Nova



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