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Quero desfile com elegância e roupas usáveis!

13/11/2015 - Por Jornal Semanal
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  O São Paulo Fashion Week Inverno 2016, já começou com os primeiros desfiles, e, está dando muito o que falar.  
  Eu não sou especialista em moda, mas achei tudo exagerado. Fendas que mostram muito, transparência ao extremo, 
looks com seios totalmente à mostra. Fendas são lindas, deixam a mulher diva, mas é necessário um critério, até onde 
elas podem ir. Já a transparência, tão em alta no momento, nos remete a sedução, com um ligeiro toque de ousadia, 
mas, quando mostra demais, perde-se a leveza e, passa a não ser interessante, e sim vulgar.  Acho que está faltando 
glamour, elegância,  finesse, criatividade e sensualidade, sim, sensualidade, o oposto de vulgaridade. 
  Se o segredo é menos, estou achando tudo demais. Penso que, o vestir-se bem, vai além da marca da roupa. 
Nem todas as grifes vestem bem, e, nem tudo que é moda cabe para todos. Nesta lógica, nem toda roupa se adapta
a todo biofísico. Tudo é questão de idade, personalidade, estilo, local, evento e hora. 
  Mesmo sabendo que cada grife tem sua temática em cada desfile, que me perdoe o estilista 
Alexandre Herchcovitch,  responsável pelo primeiro desfile da temporada SPFW 2016, mas, eu sou muito 
mais Mika Wolff, Regina Guerreiro e Lauro Lohmann.
  Veja o que elas falam sobre desfiles, moda e elegância.

"Os desfiles de moda brasileiros andam sem criatividade e glamour. Um bom desfile deve carregar também harmonia e bom gosto nas suas coleções. 
Entendo que esteja faltando para alguns estilistas, atualmente, um equilíbrio entre o estilo retrô com o moderno nas suas criações.  Observo muitos modelos nusitados com um estilo futurista sem ressaltar a beleza. A imagem feminina não pode serdeturpada ou distorcida". 
Mika Wolff, 
estilista e curadora do Museu da Moda de Canela 

"No Brasil, a palavra 'sexy' entrou em uma banalidade que eu acho perigosa.  Parece que a vulgaridade virou um dos códigos da moda.  Moda é outra palavra que ficou banal aqui. Tudo virou moda. Whiskey é moda, carro é moda. Parece que a palavra moda perdeu um pouco do DNA dela mesma.  A moda brasileira não é bem uma moda brasileira; é uma roupa brasileira.  O Brasil não dita moda.  Em vez de pensar na nossa cultura, nos preocupamos em vestir a moda de outros países".  
Regina Guerreiro, 
uma das jornalistas de moda mais importante do Brasil, é considerada uma autoridade no mundo do mercado fashion

"Falar de moda na era contemporânea envolve um conhecimento amplo de diversos aspectos do ser humano. É fato que a elegância, e o savoir faire, distinguem pessoas por sua cultura refinada em ambientes sofisticados com os quais dialogam. 
Mas em um desfile, elementos como expressão, identidade e multiculturalismo tem um peso maior, 
é preciso mostrar muito mais do que roupa, pois isso haverá nas lojas a posteriore. Precisamos ver além do visual, absorver o conceito artístico que a coleção deseja atingir. Muitas vezes, o que está escancarado 
e exposto quer nos levar a refletir justamente o contrário, que vivemos numa  sociedade de dominante sexual no qual o corpo tornou se um objeto banal perdendo sua identidade e valores humanos. 
Como podem ver, a moda reflete nossa identidade e, às vezes, é preciso refletir, questionar e interpretar as ideias que estão em jogo. Quando se trata de desfiles de fashionweeks, eles tem preocupação conceitual diferente da roupa que consumimos, que tem preocupação com o visage, ou seja, com o bem vestir, 
estilo próprio, ambiente e biótipo."
Lauro Lohmann, 
professor de Moda e estilista.

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