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A origem da fofoca

04/12/2015 - Por Arlete Salante
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Pesquisas apontam que a origem da palavra fofoca é africana. Mas, o termo para o comportamento de se ocupar da vida dos outros, espalhando boatos,  distorcendo realidades e compondo detalhes obscuros, já foi chamado de mexerico, fuxico e bisbilhotice. 
"A fofoca é prática de uma pessoa xereta, que tenta descobrir segredos sobre alguém para compartilhar com outras pessoas. Em muitas ocasiões, o segredo partilhado pode nem ser verdade, mas é divulgado de igual forma.
Também conhecido como ti ti ti, a fofoca prolifera em meios pequenos, como pequenas cidades. 
Um dos objetivos do fofoqueiro é difamar outras pessoas para se sentirem superiores e importantes. 
Um fofoqueiro gosta de achar que é uma fonte importante de conhecimento, 
falando muitas vezes das falhas e momentos vergonhosos de outras pessoas, sem a autorização delas. 
Também é considerada fofoca quando uma pessoa não tem intenção de prejudicar outra, 
mas fala dela sem o seu consentimento." 
Fonte: http://www.significados.com.br/fofoca/
   A compreensão é de domínio comum, o mau hábito é conhecido de todos. Nos estudos de Psicanálise, Freud disse:  "Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo". Quem fala expõe seus aspectos psicológicos, suas faltas, seus desejos, seus julgamentos, seus complexos, sua moral e sua ética. Independe do sexo, tanto que Freud já naquele tempo exemplifica com nomes masculinos. 
   A fofoca deriva do complexo de inferioridade, oscila com a sombra da superioridade daqueles que não resolveram suas faltas consigo e por isso preenchem sua mente e seu tempo falando da vida dos outros de modo irresponsável. Podem prejudicar profissionalmente e pessoalmente inocentes e, gerar constrangimentos desnecessários pelo exercício da negatividade própria. 
   O fofoqueiro imagina saber o que se passa na vida do outro, ouve meia conversa, vê a pessoa em determinada situação ou compreende de forma errada o sentido ou o contexto de uma fala. Faz deduções pautadas na sua própria projeção. Ainda dá ares de generoso enquanto atira o outro na fogueira para exercer o seu sadismo.
   Lacan falando da complexidade do psiquismo humano disse: "Você pode saber o que disse, mas nunca o que o outro escutou". De uma forma ou outra, corre-se o risco da incompreensão ou distorção e daí, vir à confusão. Depois de espalhada, torna-se  verdade. Um boato maldoso cai facilmente no superego social que pode ser muito cruel, julgando e condenando com falsos testemunhos. Mas depois se desculpando dizendo: "foi sem intenção de prejudicar"!





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