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Violência. Por quê?

04/12/2015 - Por Jornal Semanal
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   Gustavo Griebler*
   A proposta de redação do Enem 2015 trouxe um tema que a princípio não me chamou a atenção por se tratar para mim de um tema "batido" e que seria fácil para os candidatos desenvolverem o assunto. Mas a análise mais aprofundada com as explicações da proposta me entusiasmou inclusive para escrever sobre o assunto. A proposta de violência doméstica, suscitando a questão da Lei Maria da Penha, que protege a mulher, é um tema que parece longe de nós, mas é presente.      O caso que a proposta do Enem trouxe é que 2.777 homens estavam presos por conta da Maria da Penha em dezembro de 2010. Mas o mais interessante ainda estava por vir: Ceará, Rio de Janeiro e nosso Rio Grande do Sul não constam nesse levantamento do Departamento Penitenciário Nacional. Muitas ideias surgem: as gaúchas não registram o fato na polícia de violência doméstica, pode ser, mas acredito que aqui o respeito seja mais difundido pelo fato de cultuarmos uma realidade de respeito. Respeito ao próximo, à próxima, ao desconhecido, à desconhecida, à esposa, ao marido, ao namorado, à namorada, ao noivo, à noiva, etc.
   Após um pequeno período da redação do Enem, surge, ou melhor, ressurge, uma antiga questão, que é recorrente a cada pouco período de história, que são os atentados terroristas. Outro caso de violência. Começo a pensar na motivação desses fatos por parte dessas pessoas que se julgam no direito por defenderem uma causa religiosa. Pergunto para outras pessoas também para tentar formar uma opinião melhor. Chego à conclusão que o respeito a isso não é possível por parte de ocidentais como nós que entendem a fé em Deus de outra maneira. Nós ocidentais e praticantes da religião católica, com todo o respeito à rica religião islâmica, não iremos, salvo melhor juízo e estado mental do momento, nos vestir com bombas ao redor e "nos explodirmos" para termos depois disso um harém à disposição com a melhor comida e bebida.
Penso que a alienação proporciona muito dessa visão míope de hoje para as pessoas. A falta de acesso à informação, por mais que ela esteja disponível a todos os cantos e meios, limita a visão de mundo dessas pessoas. Em vias de conclusão, penso que não é errado dizer que é senso comum que a colocação das pessoas na escola diminui o índice de criminalidade e muitas outras questões que rebaixam a qualidade de vida de um local. Uma mente melhor formada faz com que novas ideias se abram e que a pessoa não fique restrita a algumas coisas tão somente. O mundo fica maior para a pessoa que estuda. O mundo fica melhor, mais aberto e mais feliz, no final das contas.
* Mestre em Educação nas Ciências. Professor de Ensino Básico, 
Técnico e Tecnológico e Coordenador Geral de Ensino Substituto 
do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana





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Comentários

Levi Carvalho
28/01/2016
Creio que são muitos motivos para a violência. As que são mais inclinadas, são as pessoas sem objetivos claros nos resultados, tornam se insatisfeitas no final. Pessoas doentes; nervosas, ansiosas e depressivas. Miséria nossa de cada dia: Modas; Vícios; Vaidades: Trazendo consigo frustrações. Deslealdade e Traição, e a falta da compreensão daquele momento.
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